Home / Notícias / Desmatamento reduz, mas ainda representa uma área cinco vezes o tamanho do DF

Notícias

Thursday, 29 de December de 2016

Desmatamento reduz, mas ainda representa uma área cinco vezes o tamanho do DF

O desmatamento reduziu o número de florestas brasileiras em 0,8% entre 2012 e 2014. Isso representa uma área de 24,9 mil quilômetros quadrados, cinco vezes o território do Distrito Federal. Apesar do número alarmante, o valor representa uma desaceleração do desflorestamento se comparado ao registrado no período anterior, entre 2010 e 2012, quando a área florestal do país diminuiu 1,8%.

Os dados são do Mapa de Cobertura e Uso da Terra no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, 28 de dezembro. Eles indicam que de 2012 a 2014, cerca de 4,6% do território brasileiro sofreram algum tipo de alteração em sua cobertura. Esta taxa é ligeiramente maior que a observada no período anterior (2010 a 2012), que foi de 3,5%.

O mapa do IBGE também traz um relatório completo sobre mudanças na cobertura e uso da terra, com comentários, tabelas e gráficos – resultado da interpretação de imagens de satélite captadas em 2014, além de levantamentos de campo e de informações correlatas em todo o país.

Reduções
De acordo com o estudo, as reduções de cobertura mais importantes ocorreram nas áreas de vegetação florestal e de pastagem natural. O estudo ressalta que, de forma geral, prossegue a expansão da agricultura, das pastagens com manejo, da silvicultura e das áreas artificiais, além de continuarem as reduções nas áreas com vegetação natural não-arbórea, predominantes nos biomas Cerrado e Caatinga, bem como na pampa gaúcha.

Outra importante constatação da publicação diz respeito ao expressivo crescimento de 23,8% das áreas voltadas para a silvicultura, florestas plantadas, de 2012 a 2014, comparado ao aumento de 4,6% no triênio anterior.

Em contrapartida, o relatório constatou continuação da expansão das áreas de uso agrícola, com taxa de crescimento praticamente no mesmo patamar, com ligeiro declínio de 8,6% ente 2010-2012 para 8,2% entre 2012-2014.

Também houve significativa redução na taxa de crescimento das pastagens com manejo, que reduziu de 11,1%, entre 2010-2012, para 4,5% na mesma base de comparação.

Agência CNM, com informações do IBGE, EBC e Correio Braziliense