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10/01/2017

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Municípios em alerta para a febre amarela; MG registra 14 mortes

Vinte e três casos suspeitos de febre amarela deixaram em alerta Municípios mineiros. O Estado já registou 14 mortes. O governo estadual, com o apoio do Ministério da Saúde, vai investigar os casos. Segundo informações da Secretaria de Saúde, as vítimas são todas do sexo masculino e residiam em área rural.
 
As principais regiões afetadas são os vales do Rio Doce e Mucuri. Ao todo, 14 Municípios mineiros já estão em alerta para a febre amarela: Caratinga, Imbé de Minas, Inhapim, Piedade de Caratinga, São Domingos das Dores, Entre Folhas, Ipanema, Frei Gaspar, Itambacuri, Poté, Ladainha, Malacacheta, São Sebastião do Anta e São Sebastião do Maranhão.
 
Vacinação
É fundamental estar em dia com o calendário de vacinação. A vacina contra a febre amarela consta do Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é considerada altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.
 
As pessoas que residem ou pretendem viajar a regiões silvestres, rurais ou de mata devem se imunizar contra a Febre Amarela, orienta o Ministério da Saúde. A doença possui o maior número de casos entre dezembro e maio, podendo ser transmitida em grande parte do País. A vacina está disponível em toda a rede pública de saúde.
 
O programa de imunização prevê a manutenção de duas doses da vacina, sendo uma aos noves meses de idade, com reforço aos quatro anos. Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é também de duas doses. Apesar da eficácia da vacina, é recomendado que pacientes com imunodeficiência passem por avaliação médica individual de risco-benefício.
 
Além disso, o Ministério da Saúde orienta que pessoas com histórico de reação a substâncias presentes na vacina – ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina –, assim como pacientes com história pregressa de doenças do timo, devem buscar orientação de um profissional de saúde.
 
Recomenda-se, ainda, às pessoas que planejam turismo rural, pescaria, visitação de reservas naturais, parques ecológicos, cachoeiras, rios, florestas, parques urbanos, bem como aqueles que praticam atividades laborais relacionadas ao extrativismo, à fauna e à flora em ambientes rurais e silvestres, que adotem outras medidas de prevenção, tais como: utilizar roupas que protejam todo o corpo, usar repelentes e evitar ou reduzir a exposição no horário de maior risco (9h às 16h).
 
Doença
Entre os sintomas iniciais da doença estão: febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave, podendo vir a óbito.
 
As pessoas que estiverem com alguns destes sinais devem procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Essa orientação é importante, principalmente, àqueles que realizaram atividades em áreas rurais, silvestres ou de mata como pescaria, acampamentos, passeios ecológicos, visitação em rios, cachoeiras ou mesmo durante atividade de trabalho em ambientes silvestres.
 
Veja aqui a lista dos Municípios com recomendação da vacina contra febre amarela.

Agência CNM, com informações do Ministério da Saúde e do Bom Dia Brasil

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