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06/09/2017

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Após mais de sete décadas, Brasil alcança superávit de energia

Pela primeira vez em quase 80 anos, em 2017 o Brasil deverá ter superávit de energia. É o que aponta o Boletim Mensal de Energia, documento elaborado Ministério de Minas e Energia, divulgado no último dia 4 de setembro. Esse é o melhor resultado desde 1940, ano inicial de disponibilidade de estatísticas globais de energia.

O boletim tem como objetivo acompanhar um conjunto de variáveis energéticas e não-energéticas para elaboração de estimativa do comportamento mensal acumulado da demanda total de energia do Brasil.

Segundo o documento, a estimativa de Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) deste ano é de 631,7 terawatts-hora (TWh). O número corresponde uma elevação de 1,9% na comparação com 2016. Já a proporção de fontes renováveis deve permanecer acima de 80% este ano.

O superávit é resultado das altas taxas de crescimento na produção de petróleo e de gás natural, associadas a uma baixa demanda global de energia, conforme indica a pasta. A produção de petróleo acumula alta de 10,9% até junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, segundo o boletim, o aumento foi de 5%. Já a produção de gás natural cresceu 8,9% no ano e 7,4% até junho.

Conforme as previsões para este ano, a demanda total de energia deve crescer aproximadamente 1,5% e a demanda total de energia elétrica cerca de 2%. As fontes renováveis na matriz energética ficam acima de 42% e as renováveis na matriz de oferta elétrica acima de 80%. A energia eólica sobe mais de 1 ponto percentual na matriz elétrica, afirma o boletim.

Agência CNM, com informações da Agência Brasil

 

 


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