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11/01/2018

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Chuvas causam mortes e estragos em Santa Catarina

As fortes chuvas que castigam Santa Catarina desde a noite da última quarta-feira, 10 de janeiro, causaram a morte de três pessoas e vários prejuízos em Florianópolis e em pelo menos outras 18 cidades do Estado. Alagamentos, deslizamentos de terra, desabamentos e queda de pontes foram registrados nos Municípios catarinenses. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha a situação e orienta sobre as possíveis ações que podem ser adotadas nesse tipo de desastre natural.

Em Florianópolis, o volume de chuvas nas últimas 48 horas chegou a duas vezes mais do que o previsto para todo o mês de janeiro. Uma menina de 8 anos morreu ao ser atingida após a queda de uma árvore em cima do telhado na residência onde morava. A Defesa Civil registrou outro óbito na capital catarinense em razão de alagamentos. Um homem de 59 anos perdeu a vida após ser arrastado pela água.

A terceira morte ocorreu em Balneário Camboriú quando foi encontrado o corpo de um outro homem de 34 anos que caiu em um bueiro. Dados da Defesa Civil atualizados na manhã desta quinta-feira, 11 de janeiro, ainda apontam que 390 pessoas estavam desalojadas e ao menos 414 pessoas foram afetadas diretamente pelos temporais e 103 residências tiveram danos. Ainda foram identificados deslizamentos, queda de ponte e de postes de energia elétrica e desabamentos.

Além de Florianópolis e Balneário Camboriú, as chuvas causaram prejuízos nos Municípios de Imbituba, Braço do Norte, São José, São João Batista, Biguaçu, São Francisco do Sul, Penha, Itapema, Lauro Muller, Porto Belo, Itajaí, Bombinhas, Navegantes, Taió, Camboriú, Governador Celso Ramos e Tijucas.

Orientações da CNM

Diante do excesso de chuvas em Santa Catarina, a área técnica de proteção e Defesa Civil da CNM solicita muita cautela por parte dos gestores de riscos locais. No ano passado, em decorrência do fenômeno El Niño, o verão ficou bastante comprometido com chuvas bem abaixo da média em quase todo o Brasil, com exceção da região sul. Em 2018, o fenômeno enfraqueceu e as chuvas de verão voltaram com maior intensidade. Por esse motivo, a CNM sugere algumas providências a serem tomadas pelos Municípios:

Antes da Chuva

Junte o lixo e leve para áreas apropriadas, nunca jogue lixo na rua, encostas e rios;

Limpe calhas, telhados e evite goteiras. Chão e paredes com trincas indicam perigo de desabamento;

Se o seu bairro corre perigo de alagamento, levante móveis e eletrodomésticos, deixando-os fora do alcance da água e da lama;

Desligue aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada ou desligue a chave geral, válvula do botijão de gás, e registro de entrada d’água (cavalete);

Caso a sua casa corra perigo de desabamento, ou se você mora em áreas de risco, procure abrigo em locais altos e secos;

Procure conhecer por meio da Defesa Civil Municipal, os abrigos e os meios de evacuação que serão utilizados em caso de calamidade;

Oriente sua comunidade a evitar rios, praias e lagos nos casos de alertas meteorológicos de tempestades e vendavais.

Quando está ocorrendo a chuva

Evite contato com a água de enxurrada e com a lama, pois podem estar contaminadas e causar doenças graves como febre tifoide, hepatite, leptospirose e cólera;

Beba apenas água tratada (2 gotas de água sanitária para 1 litro de água). Se tiver vômitos, febre, diarreia, dores musculares, dor de cabeça ou ferimentos, vá a unidade saúde mais próximas com a maior brevidade possível;

Não ande descalço em ruas alagadas. Não se arrisque na correnteza e procure ajuda de outras pessoas;

Alagamentos escondem bueiros abertos e buracos, trazendo riscos de acidentes. Evite caminhar em áreas desconhecidas;

Dirija devagar, fique longe do carro da frente e evite locais baixos perto de rios ou córregos, evite transpor pontes inundadas;

Nunca atravesse ruas alagadas ou com enxurradas, mesmo de motocicleta, carro ou bicicleta, pois a força da água pode arrastá-lo;

Caso perceba um princípio de deslizamento, avise imediatamente a Defesa Civil do seu Município e o Corpo de Bombeiros, bem como o máximo de pessoas que residem na área do deslizamento;

Afaste-se e colabore para que curiosos mantenham-se afastados do local do deslizamento, poderá haver novos deslizamentos;

Não deixe crianças trancadas em casa sozinhas;

Mantenha sempre pronta água potável, roupa e remédios, caso tenha que sair rápido da sua casa;

Conheça o Centro de Saúde mais próximo da sua casa, pode ser necessário;

Avise aos seus vizinhos sobre o perigo, no caso de casas construídas em áreas de risco de deslizamento;

Convença as pessoas que moram nas áreas de risco a saírem de casa durante as chuvas;

Avise imediatamente ao Corpo de Bombeiros ou Defesa Civil sobre áreas afetadas pela inundação;

Em caso de perigo chame a defesa civil municipal ou Corpo de Bombeiros;

Oriente a população para em caso de alagamentos/inundações: desligar válvula do botijão de gás, registro de entrada d’água (cavalete) e aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada ou mesmo a chave geral;

Oriente sua comunidade a deixar imediatamente rios, praias e lagos nos casos de alertas meteorológicos de tempestades e vendavais.

Outras ações municipais de defesa civil para períodos chuvosos

Elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, onde serão identificadas as áreas de risco e estabelecidas as regras de assentamento da população;

Fiscalizar as áreas de risco, evitando o assentamento perigoso em áreas inundáveis;

Elaborar um plano de evacuação com um sistema de alarme. Todo morador deve saber o que fazer e como fazer para não ser atingido;

Implantar o esgotamento de águas servidas e a coleta do lixo domiciliar;

Indicar quais áreas estão seguras para a construção, com base no zoneamento;

Como a maioria das cidades brasileiras está próxima aos vales e margem dos rios é importante o planejamento, a legislação e a fiscalização.

Com informações do G1

     


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