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14/07/2017

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CNM participa de palestra sobre oportunidades de negócios e turismo em áreas protegidas

As áreas de preservação são positivas não apenas porque contribuem com o meio ambiente, mas também por servirem como oportunidades de negócios. Foi o que demonstrou servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) durante uma palestra acompanhada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O pesquisador Thiago Beraldo apresentou o seu tema de pós-doutorado na Universidade da Flórida, por meio de conceitos e problemáticas. Também comentou sobre a sua metodologia de avaliação de Unidades de Conservação (UCs) para promover seu aproveitamento econômico.

Beraldo afirmou que a visitação de UCs brasileiras está concentrada principalmente em parques e florestas nacionais, no sudeste e no litoral. Um dos motivos, segundo ele, é porque as UCs apresentam melhor infraestrutura de acesso em seu entorno.

“Hoje temos 70% das visitações ocorrendo em 2% das áreas de Unidades de Conservação altamente intensivas e próximas a centros urbanos, o que é bom porque concentra o impacto, mas nos mostra o quanto ainda podemos crescer”, disse.

Seu método de avaliação gera um índice da atividade turística, dividindo as UCs em de uso primitivo, semi-primitivo, extensivo, intensivo e altamente intensivo. O pesquisador afirmou que essa divisão facilita a escolha de UCs com mais capacidade de gerar retorno financeiro para investimentos.

Inovações

Ele também afastou o existente temor de promover atividades nas Unidades de Conservação, pela capacidade de carga. Beraldo argumentou que é necessário discutir e conhecer qual seria a capacidade de carga mínima para uma Unidade ser economicamente viável.

Atualmente, novos modelos de participação privada em UCs têm sido aplicados, como por exemplo concessões. As propostas exigem um mínimo de atividades que a empresa deve prover e apresentam um leque de atividades, de forma que as concessões sejam atraentes para os investidores.

A Confederação lembra aos gestores que as atividades secundárias à visitação não precisam estar, necessariamente, descritas no Plano de Manejo. Contudo, elas precisam ser compatíveis com esse documento, que é um tipo de regimento interno e serve para nortear a gestão das UCs.

Benefícios para o turismo

Rico em biodiversidade, o Brasil é apontado pelo Fórum Econômico Mundial como número um em recursos naturais entre os 136 países analisados. Entre os parques nacionais mais visitados, estão biomas como Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Ilhas Oceânicas que integram a lista dos destinos brasileiros reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

Uma opção de roteiro, que aproveita os recursos naturais para potencializar o turismo, é o Delta do Parnaíba, no Piauí. Localizado na Rota das Emoções, entre os Lençóis Maranhenses (MA) e Jericoacoara (CE), o delta é uma das regiões mais preservadas do Brasil. O destino é explorado a partir da histórica cidade de Parnaíba, abrigando no roteiro as praias de Luiz Correia e a Lagoa do Portinho. São 73 ilhas fluviais, manguezais, lagoas e dunas espalhados pelos cinco canais do delta do Rio Parnaíba. A cultura local, o artesanato e a gastronomia regional completam o roteiro do litoral nordestino regado à cajuína, bebida típica do Piauí feita de caju.

A Confederação tem como tema prioritário a Rede Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial. A entidade atua fortemente junto ao governo federal para incentivar a construção de políticas públicas e garantir investimentos para os Municípios detentores desse título.

Confira a lista de Municípios reconhecidos como Patrimônio Mundial Natural


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