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18/08/2017

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CNM participa de seminário sobre parques temáticos

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), representada pela área de Turismo da entidade, participou do seminário internacional A importância dos Parques Temáticos para o Turismo. O evento aconteceu na última terça-feira, 15 de agosto, em Brasília.

O debate central do seminário foi sobre o crescimento do setor no mundo e os gargalos que dificultam a atração desse tipo de investimento para o país. O vice-presidente da Disney e presidente da Associação Mundial de Parques Turísticos (Iappa) – entidade que representa os maiores parques temáticos do mundo –, Greg Hale, destacou que o país reúne excelentes condições para atrair investimentos bilionários se der continuidade a alguns ajustes no ambiente de negócios.

O presidente do Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), Allain Baldacci, citou estudo elaborado pela entidade e concluiu que se o governo atender às demandas do setor, o segmento poderá investir R$ 1,9 bilhão e gerar de 56 mil empregos nos próximos cinco anos. Atualmente, os 18 estabelecimentos associados ao Sindepat geram 11 mil empregos diretos e movimentam cerca de R$1 bilhão na economia por ano.

Outros temas
No seminário foram abordados também temas como a tributação na importação de equipamentos; a classificação das máquinas como bens de produto em vez de bens de capital; e a expansão do setor nos últimos anos, principalmente na Ásia e no Oriente Médio, onde, somente nos últimos 15 anos, mais de 40 parques de grandes proporções foram abertos.

“Só uma montanha-russa pode chegar a custar R$ 40 milhões. Temos de criar condições para este setor gerar ainda mais emprego e movimentar a economia do Brasil”, comentou o ministro do Turismo, Marx Beltrão. 

De acordo com o MTur, o Brasil é considerado referência internacional, com nove dos dez melhores parques temáticos da América do Sul. O setor é extremamente competitivo e depende da renovação constante. O turista não volta se o parque não tiver novidades.

Redução de impostos
A principal demanda dos parques temáticos no Brasil é pela redução de impostos. “Temos uma carga tributária que faz o equipamento chegar a custar mais do que o dobro de outros mercados, o que impede os empresários de fazerem os investimentos que precisamos”, afirmou o presidente do Sindepat, Alain Baldacci. De acordo com ele, o Brasil não vai perder arrecadação, porque as últimas importações de equipamento foram feitas em 2014. "Sem o tratamento tributário correto não é possível investir e os negócios ficam estagnados", comentou.

O presidente da Associação Mundial de Parques Turísticos (Iappa), Greg Hael, apontou o clima, o tamanho da população e a cultura do entretenimento como fatores favoráveis para o Brasil atrair os maiores parques do mundo. Entre as empresas representadas pela Iaapa, estão a Universal, a Six Flags, Legoland e Disney. Durante sua apresentação, Greg mostrou investimentos feitos pelo setor em diversas partes do mundo. 

Agência CNM, com informações do Mtur


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