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05/09/2017

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CNM reforça importância da preservação ambiental no Dia da Amazônia

Com uma área de mais de quatro milhões de quilômetros quadrados, e envolvendo nove países, a Amazônia é o maior bioma brasileiro. Tendo em vista sua importância para o país, neste dia 5 de setembro é celebrado Dia da Amazônia. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) aproveita a data para compartilhar uma boa prática local.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, foi criada em 2006 e está localizada às margens da BR-319 no Amazonas. Ela faz parte de uma área com alto risco de desmatamento, no Município de Novo Aripuanã (AM), que fica a 227 quilômetros de Manaus (AM).

Na contramão do avanço do desmatamento, a reserva vem registrando ao longo dos últimos anos uma redução expressiva das taxas de devastação. Os dados mais atualizados do governo federal são de 2015 e revelam que não houve nenhum novo desmatamento. Esse desempenho coloca a RDS como um modelo no país e no mundo.

A redução é atribuída à implantação na área, em 2008, do primeiro projeto brasileiro de Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento. A iniciativa foi construída com base em três eixos para tratar dos vetores da devastação: geração de emprego e renda, investimento em capacitação e educação formal, e por fim, desenvolvimento científico e monitoramento. 

De olho no futuro

Um estudo, feito antes do início do projeto, apontava que se nada fosse feito, no período entre 2008 e 2050, seriam desmatados quase 66% da área e haveria a emissão de cerca de 190 milhões de toneladas de carbono.

Atualmente, o projeto beneficia 476 famílias, cerca de duas mil pessoas, divididas em 38 comunidades em áreas remotas. Elas recebem apoio para produção, principalmente, de farinha, açaí, castanha e pesca artesanal e ainda um pagamento pelos serviços ambientais, por meio do Programa Bolsa Floresta.

A expectativa do projeto de Redd na Reserva do Juma é conter, até 2050, a emissão de aproximadamente 190 milhões de toneladas de gás carbônico e evitar o desmatamento de 366 mil hectares de floresta. Até 2015, cerca de seis milhões de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser emitidas na atmosfera por meio da iniciativa.

Visão municipal

A CNM ressalta que iniciativas como essa, que fortalecem a conservação ambiental, são cada vez mais necessárias em um cenário onde áreas protegidas estão sofrendo cada vez mais pressões de atividades concorrentes. Por exemplo, a mineração, a extração ilegal de madeira e a agropecuária extensiva.

A interferência nessas áreas prejudica seriamente a biodiversidade do bioma Amazônia, que gera alterações nos regimes de chuva do país como um todo. Com isso, os períodos de seca ficam cada vez mais longos e as estações de cheia cada vez mais severas.  

Agência CNM, com informações da Agência Brasil

 


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