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22/08/2017

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Desmatamento na Amazônia Legal registra queda de 21%, aponta Imazon

O desmatamento na Amazônia Legal caiu 21% em um ano. É o que aponta um levantamento realizado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). De acordo com o estudo, a queda interrompeu uma curva de crescimento após cinco anos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 22 de agosto, com exclusividade pelo portal de notícias G1.

Entre agosto de 2016 e julho de 2017 o desmatamento acumulado na área foi de 2.834 km² - isso equivale, no entanto, a quatro cidades de Salvador em área destruída. Trata-se de um índice menor apenas que o do ano passado (3.580 km²) e retrasado (3.323 km²) na série histórica.

Todos os estados da Amazônia Legal apresentaram queda no total das áreas desmatadas. A maior baixa foi encontrada no Tocantins, onde o desmatamento diminuiu 54%.

Desmatamento acumulado
Total de área destruída na Amazônia Legal teve queda, segundo monitoramento do Imazon, mas ainda é a 3ª maior da série histórica. Mato Grosso e Pará, os “campeões” históricos de desmatamento, também apresentaram quedas, mas seguem com taxas elevadas de áreas destruídas.

No caso de Mato Grosso, a diferença entre os dois anos foi de 15% – passou de 949,3 km² desmatados para 809,6 km². Proporcionalmente, porém, o desmatamento do estado, levando em conta seus vizinhos da região, cresceu. Entre agosto de 2015 e julho de 2016, Mato Grosso foi responsável por 26,5% do desmatamento total da Amazônia Legal. Nos 12 meses seguintes, o percentual subiu para 28,6%.

Já o Pará teve queda tanto no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados (31% de queda) quanto na proporção total (passou de 28,8% para 25,2%). Como o Estado apresenta números elevados de desmatamento (1.030,3 km² em 2015/2016 e 713,8 km² em 2016/2017), a sua queda é a mais representativa, segundo o Imazon.

Monitoramento
O monitoramento do Imazon é feito paralelamente ao oficial, que é o do sistema Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados oficiais de 2016/2017 ainda não foram divulgados pelo Imazon.

Agência CNM, com informações do G1


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