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15/08/2017

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Estiagem leva Amazonas a decretar Estado de Atenção em 11 Municípios

A redução significativa do volume de chuvas e do nível dos rios levou a Defesa Civil do Amazonas a emitir um alerta. Na última segunda-feira, 14 de agosto, o órgão sinalizou Estado de Atenção em 11 cidades das calhas do Juruá, Purus e Madeira. Dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) indicam que essas bacias enfrentam o trimestre mais seco do ano.

Apesar de a baixa pluviosidade ser comum nesta época, as chuvas estão muito abaixo da média prevista. Conforme explica o secretário executivo do órgão, coronel Fernando Pires Júnior, o Estado de Atenção é considerado o primeiro estágio de um desastre ambiental e serve para alertar os Municípios.

“A nossa região, principalmente, o sudoeste do Estado, encontra-se com baixa quantidade de precipitação e as calhas estão em níveis críticos por causa do verão amazônico. A Defesa Civil coloca esses Municípios em situação de atenção para que nós possamos trabalhar antecipadamente em um plano, caso haja uma situação crítica de estiagem, e para que nós possamos atender as comunidades afetadas”, afirmou.

Dentre os principais transtornos causados pela falta de chuva, o coronel aponta os problemas de trafegabilidade das comunidades ribeirinhas, que utilizam os rios como principal meio de transporte. Além disso, a estiagem prejudica o reabastecimento e a logística de manutenção da vida dessas pessoas.

Alerta

Estão em Estado de Atenção os Municípios de Guajará, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna e Envira, na calha do Juruá; Boca do Acre, Canutama, Lábrea e Pauini, na calha do Purus; Humaitá e Manicoré, na calha do Madeira.

No Juruá, de acordo com a Defesa Civil, a previsão de precipitação em julho era de 66 milímetros, mas só foram registrados 21 milímetros. Já na bacia de Purus, no mês passado, foi 0,9 milímetro de chuva contra a estimativa de 42 milímetros. Na bacia do rio Madeira, dos 45 milímetros previstos, foram registrados apenas 4 mm de chuva.

Diálogo Municipalista

O Estado do Amazonas irá receber o oitavo encontro do Diálogo Municipalista, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e terá como foco justamente as questões ligadas ao meio ambiente e saneamento básico.

O Diálogo Municipalista tem como objetivo levar até os gestores municipais conhecimento sobre a pauta prioritária, bem como discutir assuntos de interesse locais. Os principais aspectos debatidos serão compilados em uma única carta, que será levada a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Ao longo de quatro meses, o evento vai percorrer um total de 16 estados.

Confira a programação completa aqui


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