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25/04/2017

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Fiocruz defende saneamento como forma de acabar com doenças tropicais negligenciadas

Genebra foi palco de uma conferência internacional sobre doenças tropicais negligenciadas, como a dengue por exemplo. O evento, da Organização Mundial da Saúde (OMS), reuniu diversos especialistas, entre elas a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, que fez um alerta. Para ela, investir é saneamento é fundamental para erradicar esse conjunto de patologias.

No Brasil, apenas 57,6% da população urbana tem acesso a redes de esgoto, segundo dados publicados em 2014 pelo Ministério das Cidades. A meta é eliminar os problemas de saúde que estão fortemente associados à pobreza e que se disseminam com mais facilidade nas regiões mais quentes do planeta até 2020.

Diante desse cenário, Lima aposta na nas articulações para promover a pesquisa, a inovação e o envolvimento do setor industrial e privado na promoção da saúde. “É muito importante a continuidade de políticas de saúde, de ciência e tecnologia e sociais. As políticas nesse sentido representam não gastos, mas investimentos na qualidade de vida, na saúde e no futuro do país”, acrescentou.

Ainda como parte das estratégias para alcançar as metas, a especialista defende um trabalho focado no saneamento e na construção de políticas sociais de combate à pobreza. A embaixadora do Brasil junto à ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, também participou do encontro e declarou que a nação sul-americana deseja se tornar um ponto de referência na luta contra essas doenças.

Protagonismo

“O Brasil quer combater as doenças tropicais negligenciadas não só no país, mas ele quer ser um ator global dentro dessa Organização [OMS] e no mundo. Nós queremos mostrar que nós temos experiência, por exemplo, como vítima de surtos de doenças como zika, dengue e febre amarela e que nós soubemos encontrar respostas rápidas para esses problemas e essa resposta a gente pode compartilhar com outros países”, explicou.

A conferência em Genebra seguiu até sábado, 22 de abril, com eventos paralelos que reuniram autoridades e especialistas de diferentes Estados-membros para debater soluções de saúde pública para as doenças tropicais negligenciadas.

Agência CNM, com informações da Nações Unidas

 

 


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