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11/10/2017

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Indicadores conjunturais apontam redução na indústria

Estados registram redução na indústria, e taxas ficam negativas em seis dos 14 locais pesquisados, durante o mês de agosto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira, 10 de outubro. Os Indicadores Conjunturais da Indústria apontam recuos mais intensos em São Paulo e Rio Grande do Sul. A retração da produção industrial nacional foi 0,8%

As taxas negativas menos acentuadas do que a média nacional foram em Minas Gerais, Pará, Paraná e Ceará. Já as maiores altas do mês foram no Espírito Santo e na Bahia, com 7,5% e 4,9%, seguido do Amazonas, com 3,2%; do Rio de Janeiro, com 2,4%; e de Pernambuco, com 1,8%.

Na comparação com o ano anterior, o setor mostrou crescimento de 4,0%, com 13 dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Nesse mês, Mato Grosso assinalou a expansão mais intensa de 15,8%, impulsionado, principalmente, pelo avanço observado no setor de produtos alimentícios. Dentre eles: carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja em bruto.

Por outro lado, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro apontaram os recuos de -2,0% e -1,8% em agosto de 2017, pressionados, em grande parte, pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, celulose, papel e produtos de papel, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos, no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e indústrias extrativas no segundo.

O acumulado dos últimos 12 meses permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016, de -9,7%. Oito dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em agosto de 2017, mas 13 apontaram maior dinamismo frente aos índices de julho último.

Dados

Ainda nesta terça, o IBGE divulgou a estimativa da safra de grãos, com aumento de 30,3% em setembro, em comparação com 2016. A estimativa do mês passado para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 242,0 milhões toneladas, uma alta de 30,3%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos desse grupo e representaram, juntos, 93,7% da estimativa da produção e 87,9% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve aumento de 2,2% na área da soja, de 19,4% na área do milho e de 3,9% na área de arroz. Na produção, houve alta de 19,5% para a soja, 16,2% para o arroz e 55,2% para o milho.

Com informações do IBGE


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