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08/01/2018

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Janeiro Roxo: campanha alerta para o combate à hanseníase

A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e diminui a sensibilidade da pele. Embora tenha cura, a doença pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente. Por este motivo, o Ministério da Saúde e associações médicas fazem a campanha Janeiro Roxo com foco no combate à doença.

O Brasil é o segundo país com mais casos da doença, atrás apenas da Índia. Por ano, são registrados perto de 30 mil casos nos vários estados brasileiros e dentre as várias classes sociais, incluindo adultos e crianças.

O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Cláudio Salgado, conta que nos últimos 10 anos o número de casos caiu no país, mas a falta de tratamento dos casos existentes aumentou o número pessoas com incapacidade física.

A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceberem o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se a área apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase imediatamente.

Acolhimento de pacientes
É na Unidade Básica de Saúde que se faz o acompanhamento da situação de saúde e adoecimentos das pessoas. Nesse sentido os sinais que indiquem a hanseníase devem ser detectados pelas equipes de atenção básica. A poliquimioterapia é o tratamento utilizado em todo o mundo, e a cura da hanseníase pode ser obtida em 6 ou 12 meses de tratamento. No Brasil, esse tratamento é gratuito. Para os Municípios com Serviço de Acompanhamento Especializado (SAE), o diagnóstico final e tratamento também pode ser realizados nesse ponto de Atenção da Rede. Outro fluxo possível é o encaminhamento a serviços estaduais. É importante que o Município tenha estabelecida a linha de cuidado para essa situação e dessa forma, também capacite seus servidores para lidar com as pessoas em tratamento e as famílias.

Mais informações aqui

Com informações da Agência Brasil e da Secretaria Estadual de Saúde do RS


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