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09/02/2017

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Macacos infectados por febre amarela servem de alerta ambiental, aponta ICMBio

Em decorrência do surto de febre amarela vivenciada no Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem buscado esclarecer sobre o ciclo da doença. Segundo a entidade, os macacos, assim como os humanos, são apenas vítimas do vírus. Em todo o caso, destaca-se que os macacos infectados por febre amarela servem de alerta ambiental sobre o índice de multiplicação do vírus.
 
A febre amarela possui dois ciclos básicos: urbano e silvestre. Neste caso, a transmissão envolve principalmente primatas não-humanos, ou seja, os macacos e algumas espécies de mosquitos transmissores, sendo Haemagogus janthinomys a espécie que mais se destaca na perpetuação do vírus no Brasil. Os macacos são infectados ao serem picados por mosquitos. Os humanos suscetíveis, ao frequentarem áreas silvestres, podem ser picados por mosquitos infectados.
 
O ciclo urbano não é documentado no Brasil desde a década de 1940. O mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela disseminação da doença, sendo que os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre.
 
A doença que é caracterizada como infecciosa aguda, não contagiosa, febril e de natureza viral, se mantém nas regiões tropicais da América do Sul e Central e da África. No Brasil, tem caráter sazonal, ocorrendo mais frequentemente entre os meses de dezembro a maio, quando fatores ambientais (como o aumento de chuvas e de temperatura) propiciam o aumento da densidade dos vetores (mosquitos).
 
Agência CNM, com informações do ICMBio


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