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11/10/2017

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Mais Médicos: cubanos lutam por salário integral e direito de ficar no Brasil

Criado em 2013, o programa Mais Médicos recebeu profissionais cubanos durante os últimos anos para auxiliar na promoção da saúde. Contudo, os médicos que vieram ao país pelo programa lutam na Justiça pelo direito de permanecer no Brasil e receber o valor integral do salário. São pelo menos 154 ações movidas por 195 médicos de Cuba.

Pelo acordo estabelecido no Mais Médicos, o salário era transferido ao governo cubano e repassado apenas parcialmente aos profissionais. Diante desse cenário, o grupo entrou com uma ação contra a Organização Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do convênio entre o governo brasileiro e Cuba.

Na tratativa que trouxe os profissionais ao país, ficou estabelecido que o Brasil deve pagar os salários dos profissionais à Opas, que então os repassa ao governo de Cuba, responsável pelo contrato com os médicos.

Desde o início do Mais Médicos, o Ministério da Saúde transfere R$ 10.570 para a Organização por profissional, valor reajustado neste ano para R$ 11.520. Desse total, os profissionais cubanos recebem cerca de R$ 3 mil, fato que motivou a ação na Justiça.   

Além disso, os profissionais alegam falta de igualdade de condições em relação aos brasileiros e estrangeiros, como os argentinos, ao não conseguir renovar por mais três anos a participação no programa.

Agência CNM, com informações do Portal G1

 


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