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17/05/2017

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CNM lança Movimento Mulheres Municipalistas para fortalecer representação feminina

Apenas 12% dos gestores municipais são mulheres. Em 2.963 Municípios brasileiros, dos 5.568 existentes, a maioria do eleitorado brasileiro é mulher. Apesar disso, somente 24 assembleias legislativas municipais tem maioria feminina. Por outro lado, 1.286 Municípios possuem assembleias compostas só por homens. Para reverter e melhorar a profunda sub-representação feminina na política nacional, a Confederação Nacional de Municípios lança o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM).

O movimento foi fundado durante a tarde desta quarta-feira, 17 de maio, em plenária da XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Capitaneado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o MMM foi idealizado pela primeira-dama do municipalismo brasileiro, Tânia Ziulkoski, com essencial envolvimento de uma das fundadoras da entidade, Dalva Christofoletti.

“Em primeiro lugar, temos que convocar mulheres a participar da vida política do país. Estamos começando uma caminhada”, disse Tânia. “Declaramos com muito orgulho e emoção fundado o Movimento Mulheres Municipalistas”, concluiu ao apresentar os objetivos do movimento.

No momento de lançamento, em que as líderes do movimento assinaram ata de fundação, diversas parlamentares que compõem as bancadas femininas da Câmara e Senado, e outras autoridades. A primeira convidada a falar foi a ministra conselheira da União Europeia no Brasil, Cláudia Gintersdorfer.

“O empoderamento das mulheres, além de ser questão de direitos humanos, é fundamental para o desenvolvimento de um país”, disse ela.

“Nós, mulheres, precisamos entender que temos que trabalhar em rede para o empoderamento feminino”, disse a deputada Soraya Santos (PMDB-RJ).

O empoderamento foi palavra recorrente entre as palestrantes. Assim como a necessidade de afirmação da mulher na política. “Sim, nós podemos. Nós somos capazes”, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Também foi lembrado que a característica patriarcal da sociedade brasileira, que educa a mulher para ocupar apenas espaços privados da sociedade, são prejudiciais para que elas se projetem no cenário político e, quando o fazem, há diversos outros obstáculos que as impedem de exercer o controle político.

“Para nós, mulheres, custa mais caro entrar na política do que para os homens. A sociedade é muito machista”, afirmou a senadora Marta Suplicy.

 


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