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11/10/2017

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Portal de notícias divulga matéria sobre o impacto da crise na construção civil

Matéria do portal G1 fez um paralelo entre crise financeira e os números da construção civil e do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o texto divulgado no início desta semana, a construção civil registrou retração de 14,3%, nos últimos quatro anos, e teve perda de quase 1 milhão de vagas. Para 2018, o setor reforça previsão de retomada do crescimento.

Levantamento do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), em parceria com a LCA Consultores, mostra que a construção é o componente do Produto Interno Bruto (PIB) com redução mais intensa entre todos os setores em 2017. Em relação a 2016, no 1º semestre deste ano, o PIB da construção foi menor em 6,6%, e puxou para baixo o resultado geral da indústria (-1,6%) e do PIB total, que acumulou variação zero nessa base de comparação.

Já a construção, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o setor reduziu mais do que a média da economia, nos últimos 3 anos, e tem sentido a crise de forma mais profunda. “Desde o 2º trimestre de 2013, a queda acumulada é de 14,3%, enquanto que o PIB total recuou 5,5% nos últimos 4 anos. Neste período, quase 1 milhão dos 2,7 milhões de vagas formais que deixaram de existir no país foram na construção”, destacou a matéria do portal.

No segundo semestre, o emprego no setor ensaia uma leve recuperação e teve a segunda alta mensal em agosto, com a criação de 1.017 novos postos de trabalho com carteira assinada no mês. No acumulado do ano, a construção civil fechou 30.330 vagas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

Preocupação
Além de ser um setor intensivo em mão de obra, a retomada mais lenta da construção civil preocupa porque ela responde por cerca de 50% dos investimentos da economia. Esse cenário pode ser conferido em estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado em setembro, que indica mais de 8,2 mil obras paralisadas em todo o Brasil. Outras 11,2 mil deveriam estar em andamento, mas não foram sequer iniciadas por atraso no repasse de recursos previstos no orçamento da União.

Além das obras de infraestrutura, o mercado imobiliário é outro segmento da construção civil que ainda sofre com a crise. O número de imóveis novos ofertados no país começou a cair em 2017. O estoque, no entanto, continua elevado e acima da média do período pré-crise. Levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostra que a oferta total média disponível em 2017 está em 119.823 unidades, ante 116.308 em 2016.

Com informações do Portal G1


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