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26/09/2017

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Prefeitos, vereador e parlamentares se unem para garantir recursos e a conclusão da adutora de Pajeú

Corte no orçamento pode paralisar as obras da adutora de Pajeú, no Nordeste brasileiro. Para garantir a conclusão do projeto e o cumprimento de seu propósito inicial, de levar água potável à população de 28 Municípios, prefeitos e vereador de Pernambuco e da Paraíba promovem agenda, em Brasília. Durante toda a manhã desta terça-feira, 26 de setembro, parlamentares marcaram presença no encontro, que ocorreu na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

A proposta da adutora é levar água do canal do São Francisco a 22 Municípios pernambucanos e a oito paraibanos. A população dessas localidades aguarda a conclusão da obra para obter abastecimento de água. Diante desse cenário, a CNM, a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), a Federação das Associações de Município da Paraíba (Famup) e o Ministério Público de Pernambuco promovem as atividades, que vão até esta quarta-feira, 27 de setembro.

O presidente da Amupe, José Patriota, lidera a comitiva de gestores locais durante as atividades na Capital Federal. Ele também presidiu a reunião e apresentou a demanda aos presentes. “Nosso pedido não é complicado. É simples. Queremos que a obra seja retomada”, disse Patriota no início do encontro.

Recursos
“Para a conclusão da adutora de Pajeú, nós precisamos de R$ 185 milhões – R$ 25 milhões para este ano, na primeira fase, e R$ 160 milhões para 2018”, contou o presidente da Amupe. Segundo ele, a verba vai garantir água para consumo humano nesses  Municípios.

Enquanto ocorria o debate, os prefeitos conseguiram marcar agenda com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Também receberam ligação do coordenador estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Angelo José Guerra, que orientou os municipalistas sobre as etapas da construção da obra e a possibilidade de o governo deslocar recursos de um outro projeto para destinar a adutora de Pajeú.

Congresso
O deputado Danilo Cabral (PSB-PE) reafirmou apoio à reivindicação. “A minha vinda aqui é para nos colocar à disposição de toda essa frente, para que de fato possa dar velocidade e materializar essa tão importante obra, que faz parte de um conjunto de intervenções que responde ao maior desafio ainda do Nordeste brasileiro, que é fazer chegar água na vida das pessoas”, afirmou o Cabral. Esse desafio, sinalizou o parlamentar, não será vencido individualmente, mas a soma dos governos estaduais e municipais pode tirar esse e outros projetos do papel.

De acordo com o parlamentar, a reunião veio em tempo oportuno – quando o orçamento de 2018 está sendo definido. Segundo Cabral, a mobilização nesse momento de tantos cortes é importante para mostrar as prioridades, que serão estabelecidas também pela capacidade de pressão feita junto ao governo. “Estamos falando em nome de 12 milhões de nordestinos do Semiárido brasileiro que ainda não tem acesso à água”, reforçou. Para ele, chegar nesse ponto e não terminar a obra significa desperdício de dinheiro público.

Ag. CNMCoordenador
Já o coordenador da bancada da Paraíba na Câmara, deputado Wilson Filho (PTB-PB), falou de sua função de defender seu Estado, mesmo acreditando que os argumentos para os cortes no orçamento são fundamentados. “O corte precisava acontecer, o governo federal justificou isso, mas não nessa obra, porque ela levará água para essas cidades”, descartou o parlamentar ao afirmar que a vinda dos prefeitos a Brasília demostra a urgência do tema. Ele, inclusive, mobilizou a bancada para garantir o atendimento da reivindicação.

Os deputados João Fernando Coutinho (PSB/PE) e Gonzaga Patriota (PSB-PE) chegaram praticamente juntos. Coutinho, que é coordenador da bancada de Pernambuco na Câmara, iniciou sua fala com um breve relato sobre a execução da obra e manifestou apoio à causa. “A obra está com 68% da sua execução feita e precisa efetivamente ser concluída”. Assim, como fez diversos outros parlamentares, Coutinho também solicitou a agenda com o ministro da Integração.

Participação
“Como parlamentar a gente se sente obrigado a participar dessas reuniões de prefeitos como essa, que trata de um problema regional de dois Estados, Pernambuco e Paraíba: água”, disse o deputado Patriota, em entrevista à Agência CNM. Para o representante do povo pernambucano, a situação será resolvida durante reunião com o ministro.

O deputado Rômulo Gouveia, quarto secretário da Mesa Diretora da Câmara, (PSD-PB) foi o primeiro a chegar ao encontro. Ele fez questão de retornar ao evento, após agenda no Congresso Nacional, para reafirmar seu compromisso em auxiliar os prefeitos com a demanda. “É muito grave essa questão hídrica no Nordeste e a pauta requer urgência”, ponderou. O deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB) também prestigiou a agenda e elogiou a atuação da CNM e dos prefeitos envolvidos.

Ag. CNMSenadores

Também esteve presente na reunião o senador Humberto Costa (PT-PE). “A obra da adutora de Pajeú é fundamental para o fortalecimento da segurança hídrica no Nordeste, especialmente no Sertão. É uma obra que falta pouco para ser concluída. E nós estamos juntos aqui para cobrar do governo uma solução definitiva”, afirmou Costa em entrevista à CNM.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) enviou mensagem justificando sua ausência, mas sua assessora, Conceição Coser, participou de toda a discussão. Ela veiculou mensagem do senador, que se desculpou pela ausência, por motivos de saúde, e garantiu apoio à reivindicação dos prefeitos dos dois Estados. "Acabei de falar com o secretário nacional de recursos hídricos, Antônio de Pádua, que é responsável pelas obras das adutoras, e ele reservou um horário hoje, às 15h, para receber os prefeitos", afirmou Cunha Lima, em mensagem.

Os presentes acertaram os últimos detalhes de ofício a ser entregue ao ministro da Integração. Ao final da reunião, por conta da atuação dos parlamentares e dos prefeitos, a agenda com o ministro já estava marcada para o final da manhã.


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