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06/11/2017

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Seca prolongada no Piauí transforma antiga barragem em campo de areia

Há muitos anos os Municípios da região Nordeste do país vêm enfrentando a seca da maneira que podem. No Piauí, o fenômeno castiga não apenas agricultores, mas também a população do Município de Pio IX. Já são pelo menos seis anos nesse cenário, tempo suficiente para fazer sumir uma barragem que havia e hoje dá lugar a um imenso campo de areia.

Localizada no interior piauiense, a cidade conta com aproximadamente 18 mil habitantes e tem vivenciado problemas graves com a falta de água. Caminhões-pipa e outros veículos transitam pela cidade a todas as horas do dia, para garantir o fornecimento do recurso.

Inicialmente, Pio IX era abastecida pela barragem de Cajazeiras. Porém, os seis anos intensos de seca transformaram o reservatório em um grande campo de areia escura. Nos dias atuais, a água chega do Município vizinho de São Julião, por meio da adutora de Piaus, e é comercializada em baldes. Cada balde custa cerca de R$ 1.  

O problema é que a barragem, de onde vem essa água, já está usando água do volume morto. Resta apenas 5% de sua capacidade de armazenagem. Além disso, o recurso não abastece a zona rural de Pio IX, onde vive a maior parte da população.

Calamidade

Situação igualmente dramática pode ser notada em Acari, no Rio Grande do Norte. Distante 210 quilômetros de Natal, o Município conta com o açude Gargalheiras, que também padece com os efeitos da seca. O reservatório tem capacidade para 44,4 milhões de metros cúbicos de água, mas hoje abriga apenas 4.345 metros cúbicos, o equivalente a 0,01% de sua capacidade. O volume restante é o mais baixo da história do açude.

Para comprovar a gravidade da seca na região, 153 dos 167 Municípios do Estado potiguar estão em calamidade. O último decreto, que já foi renovado nove vezes desde o início da estiagem, foi publicado no dia 19 de setembro e vale por 180 dias.

Observatório

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha frequentemente os efeitos da seca sobre as cidades brasileiras. O Observatório dos Desastres Naturais reúne informações importantes sobre a estrutura de enfrentamento disponível nos Municípios, bem como os recursos financeiros aplicados pela União e os prejuízos causados.

No primeiro semestre deste ano, os desastres causaram mais de R$ 39,4 bilhões de prejuízos em todo país, tanto no poder público, quanto no setor privado. A região do Nordeste é a mais afetada, com impacto financeiro aproximado em R$ 24 bilhões.

O setor agrícola obteve o maior acúmulo em prejuízos que os demais setores: mais de R$ 11,5 bilhões. Contudo, a pecuária também registrou danos econômicos e financeiros em virtude da seca; ao todo, foram R$ 4,8 bilhões.

Mais informações aqui

Agência CNM, com informações do Portal G1

 


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