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29/08/2017

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Uso do fogo na agricultura prejudica biomas e deve ser evitado; reforça pesquisa

Utilizada para limpeza e preparo do solo, a queimada pode causar danos ambientais bem maiores do que as vantagens proporcionadas aos produtores rurais. Um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) alerta que a Amazônia é o bioma mais afetado. Em seguida, aparecem o Cerrado e a Mata Atlântica.

O material também faz um mapeamento dos locais onde se concentram os focos de incêndio. A regiões Norte e Centro-oeste lideram o ranking. Já no que diz respeito aos Estados, o Pará fica na primeira posição, com 10.350 focos registrados somente neste ano, frente aos 5.987 de 2016. Os dados de 2017 englobam o período de 1º de janeiro a 13 de agosto.

Em segundo lugar, fica o Mato Grosso com 9.592 casos em 2017. Tocantins vem logo em seguida. O Estado teve 5.809 focos de incêndio neste ano. Os dados do Inpe deste ano englobam o período de 1 de janeiro até 13 de agosto. No nível municipais, as cinco cidades brasileiras com o maior número de focos de incêndio são: São Félix do Xingu (PA), Altamira (PA), Corumbá (MS), Porto Velho (RO) e Apuí (AM).

Capacitação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), por meio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo), desenvolve ações de estímulo às alternativas ao uso do fogo na agricultura. Capacitações vêm sendo realizadas para ensinar os produtores rurais técnicas que substituem as queimadas.

O trabalho é feito de duas formas: pela implantação de unidades demonstrativas de alternativas ao uso do fogo e pelo estabelecimento de protocolos municipais. Assim, os agricultores diretamente envolvidos atuam como multiplicadores das técnicas.

Compromisso municipal

Já os protocolos municipais são acordos firmados entre prefeituras, instituições locais e comunidades rurais nos quais todos se comprometem a agir buscando a redução do uso do fogo na região.

Nos casos em que o fogo é a única alternativa possível, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra da necessidade em seguir a legislação vigente. O que inclui autorização dos órgãos competentes, além de se tomar as devidas precauções no momento de realização da atividade de queima.

Agência CNM, com informações do Portal Brasil


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