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Um “cenário desolador" para os novos prefeitos, alerta Ziulkoski em entrevista à Carta Capital

Sexta, 06 de janeiro de 2017.

26032015_agencialarEm entrevista à Carta Capital, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, falou sobre os desafios que esperam os prefeitos que tomaram posse neste domingo, 1º de janeiro, diante da grave crise financeira enfrentada pelas prefeituras. À reportagem, Ziulkoski destacou que prevê um "cenário desolador" para os novos prefeitos.
 
Ele destacou que uma das dificuldades se refere à falta de autonomia dos Municípios no que se refere a obras e à oferta de novos programas em áreas como Educação, Saúde e Assistência Social, que deverão sofrer forte impacto com os ajustes previstos pelo governo federal. Ziulkoski também alertou sobre a crescente dívida previdenciária dos Municípios com a União, estimada em mais de 100 bilhões de reais, e a baixa arrecadação relativa a impostos como o IPTU,
 
Sobre os impactos do congelamento de gastos sobre as prefeituras, ele alertou: “Todos concordamos com o ajuste, mas não se pode simplesmente matar um doente". "Os Municípios não sabem o que fazer. Não há mais como piorar a situação da educação pública e das merendas. Por exemplo: se a União continuar repassando apenas 300 reais por aluno, creches terão de ser fechadas", complementou o líder municipalista.
 
A reportagem lembrou que a União retém 70% da arrecadação no País. Com isso, os Municípios dependem de repasses relacionados a quase 400 programas mantidos pelo governo federal, grande parte deles já subfinanciados.
 
Ziulkoski também criticou a falta de renegociação da dívida dos Municípios e lembrou que isso já foi feito com os Estados. Segundo ele, enquanto a União também possui dívidas com as prefeituras, estimadas em mais de 50 bilhões de reais, os débitos dos Municípios com o governo federal costumam ser respondidos com a suspensão de repasses. 

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Agência CNM, com informações da Carta Capital

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