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01/02/2019

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Abastecimento de água em Brumadinho e Municípios da região fica comprometido

IbamaPreocupadas com o abastecimento de água em Brumadinho e nos demais Municípios da região, as áreas técnicas de Saneamento e Meio Ambiente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) estão buscando informações em vários órgãos do Estado de Minas Gerais sobre os possíveis impactos no abastecimento de água. O objetivo é alertar e orientar os gestores e a população.

Em contato com a área de Meio Ambiente da Associação Mineira de Municípios (AMM), foi constatada a publicação de Nota Técnica pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), de 29 de janeiro. No documento, são feitas: a análise da qualidade da água do Rio Paraopeba e as recomendações sobre o seu uso para agricultura: dessedentação de animais e irrigação.

A nota destaca que, “dos parâmetros constantes deste informativo: turbidez, cor verdadeira, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica, chama a atenção a turbidez que chegou em níveis elevados”. Para dessedentação de animais e irrigação de forrageiras e pastagens, o nível constatado chega a 637 vezes o permitido. Destacam-se ainda índices elevados para irrigação de hortaliças ou frutas consumidas cruas ou qualquer uso. Segundo o informativo, entre os dias 26 e 28 de janeiro, a medição realizada a 19 km do acidente da barragem apresentou queda significativa, mas ainda permanecia em 72 vezes o nível máximo aceitável para uso. De acordo com a EMATER, a água do rio Paraopeba não deve ser usada para Agricultura até que os níveis voltem ao normal.

Monitoramento

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) em conjunto com a Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (COPASA), a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) criaram uma rede integrada para monitorar a qualidade das águas e os sedimentos nos rios. Diversos parâmetros estão sendo monitorados em 16 pontos do Rio Paraopeba e do Córrego Ferro e Carvão. As maiores violações ao limite foram observadas para os parâmetros chumbo total e mercúrio total. Foram encontrados também os metais níquel, chumbo, mercúrio, cádmio e zinco no primeiro dia após o rompimento somente em um ponto.

A AMM alertou que as cidades no entorno de Brumadinho são atendidas pela COPASA, com exceção de Pará de Minas. Segundo o gestor ambiental da entidade estadual, Lucinio Xavier, “a recomendação é para a COPASA emitir boletins a tempo e confiáveis sobre possível desabastecimento à algum Município”.

Também já foi editada e publicada pelas Secretarias de Estado de Saúde (SES-MG); de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) comunicado que afirma que: “devido aos resultados iniciais do monitoramento feito pelo Governo de Minas no Rio Paraopeba, após o rompimento da Barragem B1 (Mina do Feijão), em Brumadinho (MG), a água deste corpo hídrico apresenta riscos à saúde humana e animal”.

Fornecimento de água

Ainda esclarece a nota que “para manter o abastecimento, o Governo já determinou à Vale que forneça água potável para as comunidades afetadas”. Os detentores dos direitos de captação afetados podem solicitar junto ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) autorização prévia para intervenção emergencial, em corpo hídrico, de nova captação, em alternativa à intervenção regularizada impactada.

Como explica o documento, deste modo, “eles terão seus processos de outorga priorizados pelo Estado a fim de minimizar impactos sociais e econômicos decorrentes, em virtude do interesse público”. Por fim, recomenda-se que qualquer pessoa que tenha tido contato com a água bruta do Rio Paraopeba após a chegada da pluma de rejeitos, ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, ao apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar sobre esse contato.

A orientação vale da confluência do Rio Paraopeba com o Córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas. Neste Município, há um outro manancial que serve de alternativa para o abastecimento da cidade.

Para maiores informações ler: Nota Técnica 001/2019/Detec/Dirte/Emater-MG

Os dados de monitoramento da qualidade da água superficial estão disponíveis no site do Instituto Mineiro de Gestão das Águas e na página da Secretaria de Meio Ambiente de MG.

Da Agência CNM de Notícias

Foto: Ibama


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