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13/04/2020

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Apreensões de drogas e cigarros aumentam mais de 300% nas fronteiras, diz Ministério da Justiça

 Ministerio da justicaO fechamento das fronteiras terrestres brasileiras com países da América do Sul devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) teve um duplo efeito: além de conter o avanço do vírus, contribuiu para um aumento recorde nas apreensões de drogas e cigarros contrabandeados. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no fim do mês de março.

Segundo a pasta, uma das causas do grande número de apreensões é o aumento do efetivo dos policiais que já estavam atuando na Operação Hórus do Programa Nacional de Segurança de Fronteiras e Divisas (Vigia) e que agora, com reforço, estão fiscalizando e fazendo barreiras sanitárias em mais de 16 mil quilômetros de fronteiras. Além disso, a portaria barrou a passagem de pessoas pelas fronteiras, mas não impediu o trânsito de cargas, o que permitiu que as apreensões continuassem ocorrendo.

De acordo com os dados do Ministério, entre os dias 13 de março e 16 de março, antes do fechamento das fronteiras, foram apreendidos 1.400 quilos de drogas nas fronteiras brasileiras. Após o fechamento, entre 20 de março e 23 de março, esse número subiu para 3.900 quilos, um salto de 180%. Em relação ao contrabando de cigarros, o aumento foi ainda maior: 346%. Entre 13 e 16 de março, houve a apreensão de 1.195.970 de maços de cigarros, e, depois do fechamento das fronteiras, entre 20 e 23 de março, foram apreendidas 5.341.000 unidades. Um prejuízo estimado aos criminosos de R$ 33 milhões.

 Ministerio da justicaAs maiores apreensões ocorreram nas fronteiras do Paraná e do Mato Grosso do Sul, e, além do tráfico de drogas e do contrabando, não houve o registro de nenhum crime violento. O Programa Vigia conta com atuação de agentes de segurança pública federais e estaduais.

O Observatório do Crack da Confederação Nacional de Municípios (CNM) vem alertando sobre a fragilidade da região fronteiriça desde que a primeira pesquisa da entidade foi realizada, no ano de 2013. Com a atual situação, desencadeada pela pandemia do novo coronavírus e por conhecer a realidade dessas localidades com primazia, a CNM busca alertar autoridades municipais, bem como os governos estaduais e federal para uma possível nova situação que venha a ocorrer: o aumento da violência em áreas consideradas vulneráveis para o tráfico de drogas.

A CNM reforça que como as fronteiras dos maiores produtores de drogas ilícitas do mundo, nossos vizinhos, Colômbia, Peru e Bolívia foram fechadas, a tensão pode aumentar nos Municípios de fronteira. Sendo assim, a entidade avalia ser de suma importância o aumento da atenção a estas localidades, historicamente fragilizadas e vulneráveis.

Da Agência CNM de Notícias com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública


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