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25/01/2021

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Aroldi lista desafios de 2021 a gestores da região Sudeste

25012021 Aroldi02Esta segunda-feira, 25 de janeiro, foi a vez dos gestores eleitos da região Sudeste receberem a edição dos Seminários Novos Gestores. Promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), os seminários têm como objetivo orientar e auxiliar os gestores no dia a dia da gestão municipal durante o mandato 2021-2024.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, deu as boas vindas aos líderes municipais, reforçando a importância da participação deles nos debates e nas mobilizações municipalistas. Durante a fala, o líder municipalista apresentou os grandes desafios que serão enfrentados pelos municipalistas ao longo deste ano. “Nenhuma geração de prefeitos no Brasil enfrentou o que os prefeitos que entregaram o mandado agora enfrentaram, mas isso infelizmente não acabou com o encerramento dos mandatos. Os atuais prefeitos vão enfrentar uma situação que só a geração que entregou o mandato enfrentou, causada pela pandemia”, disse.

Entre os desafios, Aroldi demonstrou preocupação com o aumento no número de pessoas desempregadas. “Mesmo que a economia tenha dado sinais de recuperação, ainda não recuperamos todos os empregos perdidos. O auxílio emergencial acabou em dezembro. Mais de 60 milhões de pessoas receberam ajuda do governo. Isso aliviou um pouco a pressão sobre os ombros do gestor local e ajudou também especialmente a economia das pequenas e micro empresas nos Municípios do Brasil”, complementou o presidente da CNM lembrando que a entidade está em constante diálogo com o governo federal para a possibilidade de estender o benefício até o meio deste ano.

Arrecadação nos Municípios
A arrecadação dos Municípios deve ser observada com atenção por quem está à frente da gestão municipal. Isso porque ela depende do Produto Interno Bruto (PIB). Ao longo de 2020 o PIB registrou queda de 4,5% comparado ao ano de 2019. Para 2021, a expectativa é de crescimento de 3,5%, mas, mesmo assim, deve ficar abaixo do registrado em 2019.

Aroldi reforça que mesmo que a arrecadação seja igual a 2019, o custo da máquina pública aumentou. “Combustível, energia elétrica, peças, salários. Nós precisamos considerar que vamos ter uma receita abaixo do que deveríamos ter”, disse. Por isso, pediu cautela aos líderes. “Não monte uma estrutura muito grande neste momento, vamos com calma, com jeito, vamos aguardar para ver a reação da economia, como vai se comportar a nossa receita. Reforço que a receita do 1º semestre é sempre melhor do que a do 2º semestre”.

Demanda Reprimida
25012021 Aroldi03Educação, Assistência Social e Saúde. Dois pontos levantados pelo presidente da CNM e que vão exigir muita atenção do gestor municipal. Isso porque, segundo Aroldi, há uma demanda reprimida, especialmente na área de saúde. “Nós vamos precisar de mais investimentos porque em determinado momento teremos que atender a demanda reprimida. São pessoas que deixaram de fazer consultas por conta da pandemia, cirurgia que foram adiadas”, reforçou.

Na área de Educação, a preocupação é com o calendário escolar, visto que, em 2020, as escolas paralisaram atividades ou promoveram de forma on-line. “Deus queira que tenhamos um ano escolar normal, mas precisamos investir mais para recuperar o tempo perdido em 2020. Esta demanda que teremos de enfrentar, que necessitam de recurso”, complementou, lembrando a necessidade de o governo federal estender o decreto de calamidade pública.

Vacinação
Aos líderes da região Sudeste, Aroldi ressaltou a preocupação com a vacinação da Covid-19. Isso porque, segundo o líder municipalista, o governo federal ainda não dispõe de um calendário de vacinação nem de um plano de comunicação com a sociedade brasileira. O pedido foi reforçado pela CNM em ofício enviado na última semana ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “Em toda vacinação sempre acontece uma campanha ampla, esta ainda não aconteceu. Já cobramos com muita força o Ministério da Saúde para que isso aconteça imediatamente”, disse Aroldi.

Diante do cenário e com o objetivo de auxiliar os gestores municipais, a CNM disponibiliza um esboço com um plano de comunicação, que pode ser aplicado em cada Município do país. “O gestor precisa dizer quantas doses recebeu, quem está vacinando. Além disso, precisa dizer para a comunidade que a responsabilidade de colocar a vacina nos Municípios é do Ministério da Saúde”, lembrou Aroldi, reforçando a necessidade de que as vacinas cheguem logo às localidades.

Por fim, Aroldi lembrou que a vacinação é o único caminho para salvar vidas, amenizar a situação sanitária e a retomada da economia. "A vacina é o único caminho para amenizar a situação difícil que estamos vivendo. Por isso, precisa chegar rapidamente a cada Município e a população deve entender que não tem outro caminho. Cada cidadão vai receber a vacina, receber a ferramenta para fazer o enfrentamento a esta verdadeira guerra que estamos vivendo. Além de estar protegida, estará protegendo os seus. E isso só pode acontecer se criarmos uma campanha de divulgação de comunicação com a sociedade”, finalizou.

Por: Lívia Villela
Da Agência CNM de Notícias


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