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21/05/2018

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Avanços, resultados positivos e pesquisas: MMM comemora um ano de fundação

Ag. CNMAo completar um ano de fundação, o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) apresentou as conquistas e os resultados alcançados nos últimos 12 meses, na tarde desta segunda-feira, 21 de maio. A plenária Resultados alcançados e Desafios para 2018 estava lotada de gestores e gestoras municipais. As fundadoras do movimento, Tania Ziulkoski e Dalva Christofoletti, iniciaram as atividades. Posteriormente, o espaço foi aberto para duas entidades apresentarem pesquisas focadas na participação da mulher na política.

“Nós não tínhamos nenhuma representação feminina dentro da Confederação Nacional de Municípios (CNM), e tínhamos pouquíssimas prefeitas”, fala Tânia ao lembrar-se dos primeiros passos para fundação do movimento, que hoje conta com representantes de 25 Estados, indicadas pelas presidências das entidades estaduais. “Temos muito chão para andar, mas aonde chegamos nesse um ano de trabalho, realmente, é uma coisa que nos gratifica muito”, disse a fundadora bastante emocionada.

Tânia contou a conquista mais recente do MMM: “depois de muita luta, depois de trabalharmos tanto e de querermos existir como pessoa jurídica, nós conseguimos ser incluídas no estatuto da CNM com direito a voz e a voto nas definições politicas”. Além da inclusão do MMM no conselho político da CNM, a carta de compromisso da Marcha fará uma homenagem ao movimento e aos 90 anos da mulher na política. “Esse é o melhor presente que nós poderíamos ter ganho”, ressaltou.

Ag. LAR/CNMEm sua fala, Dalva falou de sua felicidade ao ver tantos homens na plateia e lembrou-se de sua trajetória política. “Quando nós fundamos a Confederação, em 1980, eu era a única mulher no meio de, mais ou menos, 200 homens. Quando nós nos reunimos no Senado Federal, não tinha sanitário para mulher, mas eu falei: a gente vai chegar lá”, relembrou. Ao elogiar a gestão do presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ela disse que a entidade passou a se interessar em cuidar do Município.

Trajetória
Municipalista há mais de 64 anos, Dalva deixou uma lição: “vale a pena lutar e tudo é construção. Ás vezes a gente começa a colocar um tijolinho, põe outro e ele cai. Coloca de novo e coloca de novo porque não foi fácil chegar até aqui e ter tanto espaço par discutir gênero. Foi aos poucos”. Ao interagir com o público, a fundadora mencionou o grande desafio de ser gestor local, que luta por melhorias para a comunidade local.


Dentre as centenas de mulheres municipalistas presentes, algumas que puderam representar o MMM em encontros nacionais ou internacionais tiveram a oportunidade de expressar o sentimento de fazer parte desse movimento, que tenha caminha a passos largos e que crescido em todo território nacional. No geral, as representantes regionais disseram que é bastante gratificante fazer parte desse capítulo da história política municipalista.
Movimento
Além das integrantes do MMM, a representante do movimento municipalista gaúcho – que é um braço do movimento nacional, contou que seguindo os paramentos da Ação Municipalista está visitando as entidades regionais e reunindo com as mulheres. “O movimento gaúcho da mulher municipalista nasceu depois da reunião ampliada do ano passado. Voltei inspirada por vocês duas [as fundadoras do MMM] e por tudo que ouvi naquela reunião”, contou a primeira dama da Federação das Associações dos Municípios do Rio do Sul (Famurs), Adriane Perin.

Ag. CNMApós a explanação dos resultados de atuação do MMM, a representante da rede de Desenvolvimento humano (Redeh), Schuma Schumacher, contou a história da primeira prefeita mulher e dos avanços da participação feminina em cargos públicos. A entidade realizou a Pesquisa 90 anos de Prefeitas no Brasil, e um folder com os resultados foi entregue aos presentes na plenária. “Ano que vem, no dia 1º de janeiro de 2019, vai fazer 90 anos que a primeira mulher assumiu a reponsabilidade de uma gestão municipal, em uma cidade do interior do Rio Grande do Norte, chamada Lajes”, ressaltou Schuma.

Solução
Schuma reforçou: “juntas seremos mais fortes. Nós nos juntamos para buscar solução comum, transformação da sociedade, onde esteja em foco o bem estar de todos. Também para tentar recuperar tantos anos, tantos séculos que nós ficamos nos camarins da história”. A representante da Redeh falou que, apesar de os números não serem tão expressivos, eles demostram uma tendência de mais envolvimento das mulheres nas prefeituras. 

O público teve a oportunidade de participar dos debates. E para finalizar a plenária, representantes do Instituto Alziras voltou a falar da participação da mulher na politica nacional e reforçou a importância da pesquisa Perfil das Prefeitas no Brasil 2017-2020, que será aplicada durante os quatro dias da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.


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