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20/11/2020

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Bate-Papo com a CNM reforça que Municípios são principais fontes para a promoção de pesquisas

WhatsApp Image 2020 11 20 at 17.07.27Em tempos de pandemia por conta do coronavírus (Covid-19), muito tem se ouvido dizer sobre pesquisas relacionadas ao assunto. Mas o que muita gente não sabe é que para se chegar a um resultado positivo, pronto para ser implementado, é necessário uma série de etapas. O que muitos não sabem, é que a maioria das pesquisas nascem nos Municípios. Isso é o que o Bate-Papo com a CNM desta sexta-feira, 20 de novembro, abordou.

O primeiro passo para se iniciar uma pesquisa é promover o credenciamento delas junto aos Comitês de éticas, que são ligados à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), integrante do Conselho Nacional de Saúde. Atualmente, no Brasil, são mais de 800 comitês presentes em diversas localidades. “Toda universidade, hospital, secretaria de saúde que quer fazer uma pesquisa, deve solicitar e credenciar o projeto no comitê de ética. Entre os objetivos está o de proteger as pessoas que participam nas pesquisas”, complementou o coordenador da comissão nacional de ética em pesquisa, Jorge Venâncio.

Complementando a fala do professor, a supervisora em Saúde da Confederação Nacional de Municípios, Carla Albert, reforça a importância da participação municipal no processo. “Os comitês têm este papel importantíssimo de resguardar o direito desses participantes, das mulheres e homens que são atendidos nos serviços de saúde municipais e acabam participando de diversos estudos. A pesquisa e o papel do comitê de ética estão relacionadas ao fazer a saúde nos Municípios. Os comitês estão no nosso cotidiano”, disse a supervisora em Saúde da Confederação Nacional de Municípios, Carla Albert.

Na busca de proteger quem participa das pesquisas, são considerados dois aspectos: o primeiro deles é a segurança, para garantir que quem participe não seja colocado em risco desnecessário. A segunda são os direitos, visto que, por exemplo, nas pesquisas de vacinas, são dois grupos: o primeiro toma de fato o medicamento e o segundo o placebo. “Neste caso, quem participou recebendo o placebo também ajuda a pesquisa a se realizar, ou seja, vai ser um braço para se comparar ao outro. Se por acaso a vacina aprovar segurança e eficácia e for registrada, ele passa a receber a vacina gratuitamente”, reforçou Jorge.

Para seguir os critério de pesquisas, são exigidas que elas tenham sido aprovadas em processos anteriores: o primeiro em laboratórios, o segundo em animais e o terceiro, em seres humanos. Neste último item, até a aprovação total, ainda são três etapas de testes.

Como os Municípios podem contribuir
Para a elaboração das pesquisas, os comitês de ética firmam convênio com universidades, sejam elas federais, estaduais ou particulares, além da própria prefeitura. “Uma relação importante que o Município possa oferecer estrutura para que os componentes do comitê, para que possam se reunir e tenham um espaço, que tenham tempo para analisar os projetos de pesquisa”, comentou Carla.

O coordenador JOrge Venâncio reforçou que toda secretaria de saúde pode ter comitê de ética, bastando disponibilizar uma sala para receber os processos, uma sala de reunião e um funcionário. “As grande prefeituras já tem os comitês de ética nas secretarias municipais e a experiência me parece que tem sido positiva. Municípios pequenos também pode participar. Para tanto, basta se conveniar com uma universidade e usar o comitê de ética da universidade. É uma alternativa para as prefeituras menores”, finalizou.

Panorâmica das pesquisas das Vacinas para Covid-19
Ao final, Jorge complementou dizendo que as vacinas para a Covid-19 estão na fase final da fase 3. “Estamos com a expectativa que até o fim do ano estejamos com as pesquisas não sendo concluídas porque eles continuam sendo acompanhados, já que é necessário estabelecer quanto tempo a imunidade é alcançada. Mas é claro que para se obter o registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], não vais er necessário o acompanhamento de tempo enorme. Se tiver uma boa reação imunológica, vai ser suficiente para se solicitar o registro na Anvisa”, disse.

Confira como foi o Bate-Papo com a CNM:

 

Por: Lívia Villela

Da Agência CNM de Notícias 


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