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10/10/2019

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CNM acompanha lançamento de ação que visa a restringir utilização do álcool

28102015 bebida alcoolica usp destMuitas são as ações para a redução dos alarmantes índices de pessoas que comprometem a sua saúde pelo uso de drogas. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem acompanhado debates, discussões e ações que possam combater a dependência e os malefícios de várias substâncias. O consumo excessivo do álcool tem sido uma das preocupações. Recentemente, a entidade acompanhou uma reunião da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em que lançaram no Brasil a iniciativa Safer. A medida define ações para reforçar as restrições e a disponibilidade do álcool.

Durante o evento, foram apresentadas cinco estratégias de alto impacto para reduzir o uso nocivo do álcool e suas consequências sociais, econômicas e de saúde. Dentre elas, reforçar as restrições à disponibilidade de álcool, avançar e impor medidas para direção sob efeito do álcool, facilitar o acesso à triagem, as intervenções breves e tratamento, bem como aplicar proibições ou restrições abrangentes à publicidade, ao patrocínio e à promoção de bebidas alcoólicas. Ainda faz parte dessa lista aumentar os preços do álcool por meio de impostos e políticas de preços.

A coordenadora da Unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS/OMS no Brasil, Katia de Pinho Campos, relatou que o consumo de álcool contribui para mais de três milhões de mortes por ano no mundo, o equivalente a uma vida perdida a cada dez segundos. “Os problemas de saúde relacionados ao uso nocivo do álcool representam mais de 5% da carga global de doenças e lesões. Esses são números preocupantes, mas podemos mudá-los”.

Relação com ODS

Também mencionada enfaticamente, a meta 3.5, que faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Saudável (ODS), aborda o comprometimento da comunidade global no que se refere a “fortalecer a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias, incluindo abuso de drogas e uso prejudicial de álcool”.

O álcool afeta significativamente vários outros objetivos de saúde dos ODS. Nesse aspecto, são incluídos a redução de mortes prematuras em um terço até 2030, a mortalidade relacionada ao trânsito, a tuberculose e a abordagem dos danos relacionados ao álcool, o que impactaria positivamente em outras metas, como a redução da violência contra as mulheres.

Números preocupantes

A reunião foi embasada com dados para demonstrar a importância da discussão. De acordo com o relatório com o status global da OMS sobre álcool e saúde, publicado em 2018, cerca de 2,3 bilhões de pessoas consomem álcool atualmente, com variações entre as regiões. Mais de um quarto (27%) de todas as pessoas de 15 a 19 anos bebem atualmente, com as taxas de consumo atual mais altas nessa faixa etária na Europa (44%), seguida das Américas e do Pacífico Ocidental (ambas com 38%).

As tendências e as projeções atuais apontam para um aumento esperado no consumo global de álcool per capita nos próximos dez anos, particularmente nas regiões do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental, bem como nas Américas. O encontro contou com a participação de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério da Justiça, do Ministério da Cidadania, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Observatório do Crack, da CNM.

O Observatório do crack acompanha todas as rodas de conversa que englobam a temática da saúde mental no tangente ao uso e abuso de drogas lícitas e ilícitas, tanto no Brasil quanto no mundo. Nosso objetivo é aproximar os Municípios de tais discussões, afinal, é onde a política de fato é aplicada e vivenciada cotidianamente.

Da Agência CNM de Notícias 


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