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24/03/2021

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CNM participa de debate sobre mulheres e a mobilidade pela TV Câmara

24032021 Debate TVCAmaraO debate sobre a necessidade do planejamento urbano, considerando questões e desigualdades de gênero, foi promovido pela Câmara dos Deputados, em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU/BR. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participou do debate e expôs a necessidade de uma maior participação das mulheres nas tomadas de decisão, seja em cargos públicos ou por meio da sociedade civil organizada, além dos desafios enfrentados na gestão municipal da mobilidade.

A área técnica de Mobilidade da CNM reforça que a pandemia ampliou muitas questões que a gestão municipal já estava enfrentando, e dentro da mobilidade o impacto de várias políticas, que afetam principalmente as mulheres, deve ser avaliado por todos como prioridade, não apenas no âmbito municipal, mas dos planos de retomada econômica que estão sendo debatidos.

A analista técnica de trânsito e mobilidade da CNM, Luma Costa, reforça sobre a situação da mulher e a mobilidade. “Se 1/3 dos deslocamentos nas cidades brasileiras são feitos a pé, imagina agora durante a pandemia?”, indagou. “Em uma sociedade segregada socialmente, as condições de acessibilidade, além de serem um grande desafio, reduzem o raio de ação territorial dessas mulheres”, conclui.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que metade das casas brasileiras são chefiadas por mulheres e já chegam a 34,4 milhões. No Distrito Federal, as mulheres são maioria entre os responsáveis pelo domicílio no grupo de renda baixa: 51,1%. Enquanto isso, no grupo de renda alta, chefiam 42,7%.

Desafios municipais
Dentre os 5.568 Municípios, metade da população brasileira (57,0% ou 118,9 milhões de habitantes) vive em apenas 5,7% dos Municípios (317), que são aqueles com mais de 100 mil habitantes. Se forem considerados os Municípios abaixo de 20 mil habitantes, 68,4%, quase 70% dos Municípios não contemplados nas políticas de mobilidade, abrigam 15,4% da população do país (32,1 milhões de habitantes).

Aproximadamente 60% dos Municípios são rurais e os impactos do transporte de carga e interlocução com os demais níveis de gestão do trânsito e planejamento urbano são complexos, apenas 30% dos Municípios possuem órgão municipal de trânsito e mais de 80% da malha viária brasileira é municipal e 90% não é pavimentada.

Planejamento inclusivo
Para a CNM, o planejamento da mobilidade precisa considerar as necessidades do uso do espaço pelas mulheres e, para isso ocorrer, deve trabalhar de forma integrada com as secretarias municipais.

Não apenas em grandes centros, mas em cidades menores, quando se avaliam os deslocamentos entre área urbana e rural, considerando que mais de 60% dos Municípios são predominantemente rurais. Quando se avalia o deslocamento e o modo de se deslocar nas cidades, é possível observar padrão de desigualdade econômica. A mobilidade ativa determina quem vai ter acesso.

A criação de espaços seguros para as Mulheres são um tipo de termômetro da saúde urbana e facilita a inclusão de outros grupos vulneráveis, qualificando o espaço, já que elas têm mais aversão ao risco do trânsito e exigem condições mais seguras para o deslocamento pela cidade.

Da Agência CNM de Notícias


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