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03/10/2019

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Consumo elevado de álcool é uma preocupação em Uberaba (MG), além do crack

USPNo interior de Minas Gerais, Uberaba – que conta com aproximadamente 330 mil habitantes –desenvolve programas e serviços multidisciplinares para orientar, prevenir e tratar os casos de dependência química. Contudo, o consumo elevado de álcool entre os moradores, além da presença do crack, é uma preocupação da prefeitura.

Pelos dados do Observatório do Crack, ferramenta da Confederação Nacional de Municípios (CNM), cadastrados pela própria gestão municipal, a cidade conta com programas de enfrentamento à droga. Matéria do Jornal da Manhã (JM) on-line, publicada dia 30 de setembro, aponta Uberaba com nível médio de problemas com a droga.

A metodologia de classificação usada pelo observatório considera relatórios de segurança pública e saúde. Por título Embora alarmante, crack não é a droga que mais preocupa em Uberaba, o texto afirma que as políticas antidrogas desenvolvidas pelo Município estão vigentes desde 2018. Elas buscam tanto a prevenção quanto o atendimento dos dependentes.

O diretor de atenção psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde, Sérgio Marçal, explicou ao jornal que as ações voltadas à saúde são desenvolvidas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), já o tratamento é oferecido no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD). Em toda a rede da atenção básica há ações de prevenção, entrelaçadas a outras políticas.

A prefeitura conta também com a parceria do terceiro setor para tratar os casos, além das secretarias municipais de Desenvolvimento Social, Educação e Saúde. No entanto, segundo Marçal, o dano provocado pelo álcool é extenso e, além de ocupar a rede de saúde na recuperação, lota o sistema hospitalar e de segurança pública, especialmente, no final de semana.

Problemas
“Fato é que o álcool provoca danos em todo o corpo. Desde os problemas neurológicos e demência precoce até os problemas circulatórios, gástricos e por aí vai”, disse Marçal ao jornal mineiro. Para ele, há uma banalização de uso, inclusive, entre os adolescentes e a melhor forma de enfrentar o problema é com educação e informação.

O mesmo problema enfrentado pela gestão uberabense é uma realidade em diversas outras localidades do país. Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em agosto deste ano, apontou que mais da metade da população entre 12 e 65 anos já consumiu bebida alcoólica pelo menos uma vez.

Pesquisa
Aproximadamente, 2,3 milhões apresentaram indícios de dependência de álcool, segundo a pesquisa. Os resultados representam a problemática, inclusive, nos Municípios de pequeno porte e de zonas de fronteira. A Fiocruz confirma a afirmação do secretário municipal de Uberaba, a dependência promove um efeito cascata de violência, falta de segurança e de problemas na saúde.

A pesquisa aponta ainda a percepção do brasileiro quanto às drogas. A maioria acredita que há mais risco de uso do crack do que ao álcool: 44,5% acham que o primeiro é a droga associada ao maior número de mortes no país, enquanto apenas 26,7% colocariam o álcool no topo do ranking. Sobre o crack, o levantamento apontou números preocupantes, aproximadamente 1,4 milhão devem ter usado crack ao menos uma vez.

Da Agência CNM de Notícias, Jornal da Manhã (MG) e EBC


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