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03/05/2019

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Desabastecimento de inseticida preocupa CNM; entidade orienta Municípios no combate ao Aedes aegypti

02022016 Aedes GovRS

O desabastecimento do inseticida Malathion EW 44% nas cidades brasileiras tem preocupado a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O produto é utilizado no combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus, o que se agrava com o alerta emitido pelo Ministério da Saúde a respeito do aumento do número de casos registrados no país com risco de epidemias e o aumento de óbitos.

A CNM alerta os gestores locais sobre o uso racional do inseticida, principalmente nesse momento de desabastecimento, e orienta a realização de ações de controle e prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes.

Algumas medidas adotadas no combate ao mosquito estão ligadas ao uso de produtos químicos. Esses produtos são utilizados após estudos, regulamentos e normas técnicas e operacionais da equipe de especialistas em praguicidas da Organização Mundial de Saúde (OMS), com a análise dos componentes, recomendação da utilização de forma segura e efetiva para combater o mosquito.

A utilização desse inseticida é feita de forma espacial, com métodos como o “fumacê” para o controle de transmissão e de surtos ou epidemias. O inseticida Malathion EW 44% é empregado no controle de mosquitos Aedes aegypt em situações emergenciais e com elevado risco de transmissão das arboviroses dengue, chikungunya e zika vírus.

De acordo com a Nota Informativa 77/2019 do Ministério da Saúde, até maio deste ano foram distribuídos 346.800 litros do inseticida. Para se ter uma noção, ao longo de 2018, os Municípios receberam 437.800 litros do inseticida, o que reforça a tendência de desabastecimento em vários Estados e Municípios por falta de produção do produto e o consequente impacto nas ações de controle químico do mosquito.

Orientações

A Confederação recomenda aos gestores que utilizem seus estoques de forma consciente e racional, mediante estudos entomo-epidemiológicos para que possam proporcionar ações mais efetivas e eficientes em seu Município. Dessa forma, a entidade entende que serão evitados desperdícios ou vencimento do produto. Além disso, a CNM incentiva os Municípios a fortalecerem as ações de controle e de prevenção junto a sua população e funcionários para o combate ao mosquito e o controle das arboviroses.

As medidas de controle vetorial devem ser planejadas e executadas de forma permanente, promovendo a articulação com todos os setores do Município, principalmente nas áreas da educação, saneamento, limpeza urbana e saúde. Ações como conscientização da população para o controle dos focos do mosquito, capacitação dos agentes comunitários de saúde e de endemias para identificação de locais de risco de forma oportuna, limpeza dos locais de proliferação ,dentre outras, podem ser consultadas no site http://aedes.cnm.org.br.

A adoção dessas iniciativas é viável em todos os Municípios e, por meio delas, conjuntamente, será possível controlar a epidemia de dengue, chikungunya e Zika vírus. Acesse aqui a Nota Informativa do Ministério da Saúde.

Da Agência CNM de Notícias


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