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14/05/2019

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Em BH, reunião do Conselho Político da CNM define próximas ações do movimento municipalista

14052019 conselho politico CNM 1Durante o 36º Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte (MG), diversas lideranças municipalistas estiveram reunidas para tratar de assuntos que serão prioridades para o movimento municipalista nacional ao longo dos próximos meses. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, e os representantes do Conselho Político da entidade participaram na manhã desta terça-feira, 14 de maio, da primeira reunião do colegiado fora da sede da entidade. No total, 18 Estados foram representados.

A reunião foi acompanhada por centenas de prefeitos mineiros que participam do Congresso. Outras decisões foram tomadas em uma reunião fechada, após a conversa com os participantes do evento.

Pautas municipalistas
Pautas importantes aos Municípios como a Nova Previdência, a cessão onerosa, a coincidência de mandatos, o Imposto Sobre Serviços (ISS) e os royalties estiveram em debate. A luta por mais recursos para os Municípios também foi lembrada no debate. A defesa da Nova Previdência é consenso entre os líderes e a importância de os Municípios serem parte da proposta foi destacada por eles.

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, abriu a reunião explicando como se dariam as decisões do Conselho Político e convocou uma votação sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 49/2019, do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC). “Precisamos pedir aos senhores prefeitos que se manifestem em relação à decisão dessa matéria que está em discussão na nossa reunião hoje. Com a indicação da maioria, saberei como me posicionar na decisão da nossa Associação”. Lacerda pediu para os prefeitos que apoiassem a matéria ficassem de pé e a maioria atendeu ao pedido e ficou definido como positiva a decisão de Minas Gerais.

Decisões do Conselho
Aroldi deu então início à reunião lembrando a importância das decisões do Conselho. “As decisões da nossa reunião do Conselho Político são extremamente importantes para definirmos as ações do nosso movimento municipalista. Então vamos decidir com consciência nossas pautas”, disse o líder do movimento municipalista. De forma objetiva, Aroldi pontuou as matérias que necessitavam de definição e lembrou algumas que devem ser cobradas com mais força pelo movimento junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Umas das primeiras decisões foi a de que os presidentes das estaduais devem, sempre que possível, participar das reuniões das Frentes Parlamentares Mistas em Defesa dos Municípios e do Pacto Federativo. Aroldi destacou que a participação deles é importante para pressionar os parlamentares na celeridade da tramitação de matérias como a que trata do acréscimo de mais 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para o mês de setembro. “O que os parlamentares querem é modificar essa pauta, mas precisamos decidir aqui no Conselho Político se vamos aceitar ou não, porque corremos o risco de não passar, explicou o presidente da CNM.

Cessão onerosa
Sobre a matéria que trata da cessão onerosa, Aroldi lembrou que o ministro Paulo Guedes prometeu na XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios que vai dividir esses recursos com os Municípios. “Precisamos estar atentos, pois o ministro prometeu dividir com os Municípios, mas em entrevista que ele concede ele só fala em dividir com os Estados”, ponderou. “O que eu fiz essa semana que passou foi me reunir com a equipe do Ministério da Economia para que 50% do valor vá para os Municípios. O recado foi dado e parece que foi bem entendido”, destacou.

Ainda dentro das pautas para garantirem mais recursos aos Entes locais, o presidente da CNM falou de Lei Kandir e da garantia do Supremo Tribunal Federal (STF) de colocar a liminar sobre os royalties em votação em plenário.

Encontro de contas
14052019 conselho politico CNM 7O presidente de honra da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que os prefeitos precisam estar atentos à previdência. Para ele, a questão do encontro de contas deve estar nas prioridades. “Tenho defendido a migração dos Municípios para o Regime Próprio de Previdência Social, pois ele traz economia para as prefeituras. Façam estudo e vejam”, defendeu Ziulkosk. “O governo federal está quebrado, o Estado de Minas está quebrado, o meu Estado, que é o Rio Grande do Sul, está quebrado. Temos de trabalhar de forma dura para que o pacto federativo realmente aconteça. Nós sabemos da força do movimento municipalista”, defendeu.
Aroldi solicitou que os presidentes façam reuniões de bancada com os deputados do Estado para cobrar e pressiona-los pelo avanço da pauta. “Cabe a nós orientarmos nossos prefeitos para que fiquem em cima dos deputados e dos senadores para que nos atendam”, alertou o presidente da CNM.

Pacto Federativo
O senador Rodrigo Pacheco (MDB-MG), possível relator de uma proposta que trata do Pacto Federativo, esteve na reunião e também ressaltou a força do movimento municipalista. “Precisamos valorizar a cultura do municipalismo para avançar na pauta”, defendeu o parlamentar.

Lideranças presentes
Os diretores Hudson Brito, Eduardo Tabosa e Daniela de Brito e a fundadora do Movimento de Mulheres Municipalistas (MMM) Tânia Ziulkoski participaram da reunião. Alguns líderes estaduais também tiveram oportunidade de fala e defenderam interesses dos Municípios. Estiveram presentes os presidentes e representantes das seguintes entidades: da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), da Associação Piauiense de Municípios (APPM), da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep), da Associação Paulista de Municípios (APM), da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), da Associação dos Municipios do Estado do Espírito Santo (Amunes), da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), da Associação dos Municípios de Roraima (AMR), Associação Amazonense de Municípios (AAM), da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).

 

Por: Mabilia Souza

Foto: Mabilia Souza
Da Agência CNM de Notícias


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