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04/10/2018

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Entrada de empresas apresenta redução por sete anos consecutivos, menos 14,5% só em 2016

02022017 produçãoindustrial portaldoprofessor MECHá sete anos consecutivos, a taxa de entrada de empresas tem reduzido no país, chegando à retração de 14,5% em 2016, e o menor valor da série histórica iniciada em 2008. Esse foi o cenário mostrado pela Demografia das Empresas e Empreendedorismo divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 3 de outubro. Os dados evidenciam o número de empresas que entraram no mercado e o total delas. Mostram também redução de 4,8% do pessoal assalariado, menos 1,6 milhão de pessoas em 2016.

O estudo analisa a dinâmica empresarial por meio de indicadores de entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas no mercado, pessoal ocupado assalariado, estatísticas das empresas de alto crescimento e gazelas, que são empresas de alto crescimento com até cinco anos de idade no ano de referência. Além disso, considera indicadores relativos às unidades locais das empresas e atividades.

Em 2016, entraram no mercado brasileiro 648,5 mil empresas. Com elas, o país chegou a 4,5 milhões empreendimentos ativos. Mas, essa foi o pior taxa da série, e o maior porcentual foi de 22,2%, em 2009. Pelo terceiro ano seguido, o saldo no total ficou negativo, decréscimo de 1,6% e menos 70,8 mil empresas. Por outro lado, a taxa de sobrevivência cresceu e chegou a 85,5%, maior valor da série, representando 3,8 milhões de negócios que continuaram ativos de 2015 para 2016.

De acordo com a demografia, a taxa de saída reduziu em 2014 e 2015, mas voltou a crescer em 2016, e passou de 15,7% para 16,1%. Existiam 20.998 empresas de alto crescimento em 2016, com 2,7 milhões de pessoas assalariadas. Elas aumentaram o número de empregados, em pelo menos, 20% ao ano, por três anos consecutivos, e tinham 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial de observação.

Mas, em relação ao ano anterior, houve redução de 18,6% no número de empresas de alto crescimento e de 23,6% no seu pessoal ocupado assalariado. Elas cresceram 176,2% em pessoal assalariado, entre 2013 e 2016, um incremento de 1,7 milhão de postos de trabalho. Em relação as empresas que nasceram em 2011, 38,0% delas ainda estavam ativas no mercado em 2016. Porcentagem inferior às taxas de sobrevivência de empresas nascidas entre 2008 e 2010.

As seções de atividades das empresas que apresentaram as mais altas taxas de sobrevivência foram Saúde humana e serviços sociais e Atividades imobiliárias, com respectivos 55,8% e 49,4%. Já a taxa de sobrevivência do Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, após cinco anos de atividade, foi a mais baixa 36,1%.

O Comércio foi a atividade com o maior número de empresas ativas, contabilizou 1,9 milhão. Também apresentou os maiores ganhos como as maiores perdas em pessoal ocupado assalariado provenientes dos movimentos de entrada e saída de empresas. A atividade mostrou ganho absoluto no pessoal ocupado assalariado, com um saldo positivo de 81,1 mil pessoas. Além disso, 30,7% dos novos empregos foram gerados nessa atividade, que concentrou 227,3 mil das 739,38 mil ocupações assalariadas.

Para a pesquisadora do IBGE Katia Carvalho as saídas vêm acontecendo sistematicamente. “O que a gente tem observado nestes últimos anos, com relação a taxas de entrada e saída, é que há vários anos a taxa de empresas entrando no mercado é inferior ao número de empresas ativas que deixam de existir. Ou seja, a gente nota a quantidade de empresas ativas caindo desde 2013, acompanhada também do total de pessoal ocupado, que tem sofrido queda, principalmente entre 2015 e 2016”, ponderou.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reitera: os números indicam um cenário preocupante, principalmente nas cidades brasileiras, aonde esses negócios estariam instalados. Foram perdidos e deixados de criar milhares de empregos diretos e indiretos em diversas regiões, e consequentemente a produção de bens e serviços não cresceu como poderia. Além disso, o fenômeno constado pelo IBGE agrava ainda mais a crise econômica dos governos locais, que além de terem baixa na arrecadação de impostos municipais e estaduais – vinculados a prestação de serviços e produção de bens –, ainda precisam buscar saídas para atender a população.

Da Agência CNM de Notícias, com informações da ABr

 


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