Home / Comunicação / Estiagem prolongada castiga toda a Região Sudeste

Notícias

05/02/2015

Compartilhe esta notícia:

Estiagem prolongada castiga toda a Região Sudeste

Ag. BrasilEm meio à severa estiagem que há tempos castiga o Nordeste, agora a situação começa a afetar também a região Sudeste do país. Entre 2014 e o início deste ano, muitos Municípios de Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro já sofrem com a falta de água. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) entrou em contato com diversas cidades desses Estados para verificar os prejuízos da seca e como os gestores têm lidado com o problema.

O Espírito Santo, que enfrentou muitos transtornos pelo excesso de chuva, agora se depara com uma estiagem atípica desde 2011. Porém, foi a partir do ano passado que a situação se agravou e causou perdas a muitos Municípios ao Sul do Estado. O agronegócio e a indústria foram os setores mais atingidos.

A Secretaria Estadual de Agricultura (Seag) informou à CNM que os danos somam mais de R$ 1,3 bilhão. Desse total, R$ 960 milhões são referentes à cafeicultura; R$ 300 milhões da fruticultura; e R$ 130,7 milhões da pecuária de leite, com comprometimento de 38% da produção.

Em outubro de 2014, 15 Municípios decretaram Situação de Emergência em decorrência da seca. No dia 30 de janeiro, foi a vez de Castelo (ES). Porém, até o momento apenas o Município de Montanha (ES) obteve o reconhecimento.

A estiagem prolongada vem causando estragos também no Estado de São Paulo. Apesar do alívio trazido para as cidades abastecidas pelo Sistema Cantareira com as chuvas de dezembro e janeiro, o Estado vive um colapso no abastecimento de água. Isso impacta ainda no fornecimento de energia.

Nas últimas semanas, pela primeira vez o Sistema, que abastece grande parte da região metropolitana de São Paulo, manteve o nível estável com 5,1% da capacidade na medição até o dia 3 de fevereiro.

Minas Gerais

O Estado enfrentou uma das piores secas já vistas no ano de 2014. A falta de chuvas desencadeou uma série de problemas aos Municípios mineiros.

No Norte do Estado, diversas plantações de milho, soja, arroz e feijão foram perdidas. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica eEmprapa Extensão Rural (Emater), os prejuízos chegaram a R$ 800 milhões, em decorrência da estiagem nas safras 2012/2013 e 2013/2014. Sobre a pecuária, a Associação dos Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais registrou uma queda de 50% em relação ao ano de 2013.

Segundo dados da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, 173 cidades decretaram Situação de Emergência.

Rio de Janeiro

Não diferente dos outros Estados, o Rio de Janeiro enfrenta problemas com a falta de água. Uma das preocupações é o volume baixo do Paraíba. Além do Estado, o Rio abastece Minas Gerais e São Paulo. Todavia, a falta de chuvas reduziu o nível nos reservatórios de água e no Rio Paraíba do Sul.

A Agência Nacional de Águas (ANA) publicou no dia 1.º de fevereiro que o nível da Bacia do Rio Paraíba do Sul chegou a 0,33%. Essa porcentagem é calculada a partir do nível dos quatro reservatórios que abastecem o Rio de Janeiro: Paraibuna (SP), Santa Branca (SP), Jaguari (SP) e Funil (RJ).

Um relatório divulgado pela Agência mostra que o volume de água caiu em três das quatro represas, se comparado ao dia 30 de janeiro. As chuvas não foram suficientes. Na represa de Paraibuna, o volume passou de -0,45% para -0,64%. Em Santa Branca, de -1,59% para -3,00%; em Jaguari, de 1,79% para 1,61%. Somente no reservatório de Funil, o único que fica no estado do Rio, o volume subiu de 3,95% para 4,55%.

 

 


Notícias relacionadas