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19/02/2020

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Eu me sinto plena, realizada e feliz comemorando 40 anos de movimento, afirma fundadora da CNM

Ag. CNMUma mulher que desde muito cedo entendeu o seu papel na política e se tornou uma das maiores referências quando se fala em representação feminina no movimento municipalista. Reconhecida e respeitada por onde passa, Dalva Christofoletti, hoje, diz se sentir privilegiada de ver um sonho que nasceu do desejo de que os Municípios fossem reconhecidos como da federação se concretizar com o apoio Confederação Nacional de Municípios (CNM). Única mulher de um grupo de visionários, Dalva participou ativamente da fundação, no dia 8 de fevereiro de 1980, da entidade que hoje se revela como a principal voz dos Municípios brasileiros.

O amor pela causa municipalista surgiu quando o então prefeito de Rios Claros (SP) a convidou para conhecer a Câmara Municipal de Vereadores. Ela não sabia, mas esse seria o seu primeiro passo para se aproximar da causa municipalista. Daí em diante, Dalva estaria cada vez mais envolvida e apaixonada pelo movimento que luta pelo fortalecimento dos Entes locais.

“Assim começou a minha história, participando da Associação Paulista de Municípios (APM), onde estou há 64 anos. E eu sempre participei do movimento nacional; inclusive, nós tínhamos fundado o Conselho Brasileiro de Integração Municipal. E na Constituinte de 1987 eu comecei a viajar o país inteiro, com o presidente do Conselho, e comecei a conhecer a realidade brasileira”, contou a fundadora. “Quando você tem um sonho e você sonha sozinho é só um sonho. Mas quando você divide esse sonho com pessoas que pensa igual ou parecido ele acontece. E foi isso que aconteceu”, completou emocionada.

Em suas viagens, Christofoletti percebeu que até já existiam entidades que representavam os Municípios. Entretanto, a única nacional era composta basicamente por parlamentares. “Os Municípios começaram a ficar sem quem cuidasse deles e era hora deles serem ouvidos. Nem Ente federativos eles eram ainda e a gente precisava torna-los”, explicou a fundadora da CNM. O contexto, segundo ela, favoreceu a criação da Confederação Nacional de Municípios em 1980.

Ag. CNM“Foi em uma reunião. E por muito tempo a sensação que eu tive era que ainda era só um sonho. A entidade ainda não estava fazendo e cumprindo o papel que desejávamos. Principalmente pela dificuldade de integração entre as regiões, e por 16 anos foram muitas as dificuldades”, conta. De acordo com Dalva Christofoletti, nesse período a entidade só se manteve financeiramente com o apoio que recebia de seu esposo.

Presidentes
Dalva relatou que esteve acompanhado o trabalho de cada um dos presidentes que estiveram à frente da Confederação e ressaltou a importância do trabalho de cada um deles durante essas quatro décadas. “Meu marido me ajudou muito a ser a municipalista que eu sou hoje. Eu, nesse instante, me sinto plena, realizada e feliz comemorando esses quarenta anos. Uma entidade que foi construída com o esforço dos primeiros presidentes e que, infelizmente, não tiveram a mesma felicidade que eu de vê-la crescer e se estruturar”, falou emocionada.

“Eu reconheço a importância do trabalho de cada um deles e agradeço a quem de uma forma ou de outra construiu a história da CNM. Mas tenho que registrar o Paulo Ziulkoski. Ele exerceu um papel extremamente importante na Confederação. O jeito agressivo dele foi o grande responsável de ele ter conseguido que a CNM se tornasse o que é hoje. Ele primeiro preparou uma equipe fantástica, que tenho muito orgulho. Com a vinda dele a gente finalmente começou a ver nosso sonho se realizar. Ele foi o responsável por essa sede linda como ela é”, enfatizou uma das protagonistas no movimento.

Dalva relatou uma das suas maiores preocupações com a saída de Paulo Ziulkoski do comando da CNM. “A minha grande preocupação como fundadora era que nessa transição entre a saída do Paulo e a chegada de outra pessoa para dirigir a entidade acontecesse aquilo que aconteceu no passado. Quando se mudava de gestão, todo trabalho era perdido”, contou. “Mas Deus é municipalista, porque tinha no nosso meio uma pessoa preparada, um prefeito de uma cidade pequena e que veio para dar continuidade nessa história que é o Glademir Aroldi”, frisou.

A fundadora avaliou como tem sido esses últimos anos com Aroldi no comando da CNM: “Esse pequeno gigante, que talvez os prefeitos ainda não conheçam a força dele, a força dele está na tranquilidade, na forma humana dele de tratar as coisas e hoje ele veio completar essa obra trazendo humanização para nossa entidade”.

“Hoje nos 40 anos da CNM eu estou realizada, não temos só um prédio lindo, temos uma credibilidade não só nesse país como no mundo. Eu tenho muito orgulho da CNM. O sonho se concretizou e no auge dos meus 83 anos ainda continuo, porque, enquanto Deus me der saúde, eu vou acreditar no Município”, finalizou emocionada.

MMM
48991279117 f3c83a539d bDalva, ao lado de Tania Ziulkoski, fundaram o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) que desde 2017 tem reunidos mulheres para debater a pauta politica da entidade. O objetivo do grupo é ampliar a presença feminina em cargos de direção e decisão em todas as esferas: política, jurídica, pública e privada, no âmbito dos governos federal, estadual, municipal e distrital, bem como nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 

“Era o meu sonho, fundar o MMM e a Tania foi fundamental. Embora eu acredito que não deveria existir um movimento de mulheres, devia existir uma entidade onde homens e mulheres juntos escrevessem a história. Mas ainda é necessário que haja uma entidade de mulheres para poder ter a nossa voz ouvida na sociedade”, destacou Dalva.

CNM 40 anos
Neste mês, a Confederação chega aos 40 anos de história em defesa dos Entes locais e à frente de importantes mobilizações do movimento municipalista por mais autonomia. Criada em 8 de fevereiro de 1980, a entidade celebra quatro décadas nos preparativos para a 23ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, com uma agenda consolidada de capacitações de gestores e servidores por meio do CNM Qualifica, atuante pela justiça de gênero na política com o MMM e alinhada com as melhores práticas para auxiliar os Municípios na missão de prestar serviços à população.

A iniciativa ocorre no mês em que se celebra o aniversário da CNM (8 de fevereiro) e o Dia Nacional do Movimento Municipalista Brasileiro (23 de fevereiro). A ideia é que as prefeituras mobilizem a comunidade para atuarem juntos em busca de melhores condições para a cidade e os moradores. As atividades do Viva Seu Município podem ser compartilhadas no e-mail: 40anos@cnm.org.br.

Confira o relato completo:

 

 

Por Mabilia Souza

Da Agência CNM de Notícias

 


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