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05/11/2019

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Ex-ministro do Mapa destaca segurança e valor agregado para impulsionar agropecuária

Marck CastroSe preocupar com qualidade e segurança alimentar, além de agregar valor às exportações – transportando produtos para consumo e não somente a matéria-prima – são pontos sugeridos pelo ex-ministro da Agricultura e atual presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, para alavancar a agropecuária do Brasil. Ele tratou do tema no painel O papel da proteína animal do Brasil na segurança alimentar do país e do mundo durante o 1º Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária, na tarde desta terça, 5 de novembro.

Os dados de produção e exportação de frangos e de suínos foram apresentados para mostrar o potencial do país. Hoje, o Brasil é o primeiro em exportação de frangos – 4,100 milhões de toneladas – e o segundo maior produtor mundial, com 12,82 milhões de toneladas. Na produção suína, os números são menores: com 640 mil toneladas, o país ainda é o quarto maior exportador. Na produção, ocupa a mesma posição, somando 3,63 milhões de toneladas. “Onde há avicultura e suinocultura estão Municípios com bons índices de desenvolvimento”, comparou Turra, destacando a capacidade econômica do setor associada à melhoria da qualidade de vida da população.

Um caminho para ampliação da agropecuária no Brasil e, portanto, das exportações, segundo o ex-ministro, é aumentar o relacionamento com o mercado chinês. “O mundo inteiro não tem como atender a demanda chinesa”, afirmou. Segundo ele, as perdas da China em 2019 já somam 13 milhões de toneladas com carne suína. Turra também mostrou dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) que indicam a necessidade de mais 197 milhões de toneladas de produção de carne até 2050 para abastecer a população mundial. Para crescer no mercado mundial, o palestrante destacou que é fundamental manter a qualidade e a segurança alimentar.

Valor agregado
Turra criticou o que chamou de “vício brasileiro” de focar na exportação de matérias-primas. “Uma coisa é exportar café, outra é transportar o produto pronto para ser consumido. Precisamos de transformação e geração de valor.” Ele ressaltou que o produto rende lucro muito maior.Marck Castro

Ao fim do painel, os participantes puderam fazer perguntas. O produtor rural Carlos Mariano de Canaã dos Carajás (PA) indagou sobre os altos custos de produção. “O que, para a gente, pequenos produtores, é o principal vilão”, contou. Além de falar que é preciso reduzir a carga tributária, o ex-ministro da Agricultura lembrou que a alta do dólar e o preço do petróleo incidem na produção. “Espero que parcerias público-privadas e privatização ajudem, e que as reformas que chegaram ao Congresso possam resolver com rapidez”, opinou.

Como dica para a gestão municipal, o palestrante pontuou ainda que é preciso mapear o Município. “Eu, se fosse prefeito, iria tentar descobrir o que seria bom para plantar no local”, propôs. “Nesse sentido, a Embrapa é uma grande fonte de informação para consultar”, sugeriu.

Congresso
O 1º Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária ocorre de 5 a 7 de novembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) promove o evento em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), além do apoio institucional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Mais informações estão disponíveis no portal do CBGAP.

Por Amanda Martimon
Foto: Marck Castro/Agência CNM
Da Agência CNM de Notícias


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