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19/08/2022

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Ferramentas para a comunicação dos Municípios foi destaque dos Seminários Técnicos CNM desta quinta, 18

WhatsApp Image 2022 08 18 at 09.11.08Comunicação foi o tema dos Seminários Técnicos desta quinta-feira, 18 de agosto. Promovido de forma on-line pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o evento contou com a participação de importantes nomes da comunicação nacional, além de apresentação de boas práticas municipais.

Atentos ao evento, os assessores de comunicação das prefeituras acompanharam a apresentação inicial sobre planejamento da comunicação: quebrando o raciocínio inercial. Na oportunidade, a gerente de comunicação da CNM, Viviane Cruz, reforçou a necessidade de os líderes de comunicação saírem da bolha. “Para um planejamento dar certo, precisamos sair da nossa bolha, fazer prospecção de cenário, conhecer a realidade do Município”, disse. Segundo ela, para isso, é fundamental planejar. Verifique e avalie os resultados. Realize também o controle para decidir como vai agir: de forma corretiva ou potencializando o que deu certo. Manter o planejamento, fortalecer a iniciativa. Se não atingimos o resultado, então vamos rever e aprimorar. Isso faz parte do processo. Só erra quem faz”, completou.

Além do planejamento, é necessário observar como a mensagem é transmitida ao consumidor final que, no caso das prefeituras, seria a população. Para o gerente de Comunicação Estratégica da Embrapa, Jorge Duarte, as mensagens são compreendidas, memorizadas e entendidas, e para isso é necessário se preparar. “Dirigir as palavras a quem é de interesse. Não é a minha mensagem, mas é a mensagem que quem está ouvindo deseja ouvir. E repetindo de jeitos diferentes sem ser chato. A mensagem precisa estar adaptada ao público, ou seja, defino o que preciso dizer, foco no público e adapto a ele. E repito até ser apropriado, compreendido”, explicou.

O autor e professor de Comunicação Pública e Comunicação das Organizações em cursos de pós-graduação, João Forni, falou sobre a importância de as administrações públicas estarem preparadas para lidar com ambientes de crise. “Crise é um acontecimento grave, aquele que ameaça meu negócio, minha gestão, ameaça o futuro da minha gestão, do meu trabalho e da minha empresa. Não falo dos problemas diários que temos”, reforçou.

Para se preparar, o gestor municipal deve contemplar três fases: preparação, resposta e recuperação. Entre as crises, citou os problemas hospitalares. Segundo Forni, 73% das crises em hospitais poderiam ser evitadas. “Quando eu tenho uma crise, eu não sei quando vai acabar porque não fiz a gestão de risco. Crise não bate com gestores lentos, indecisos, exige urgente necessidade de ação. A crise exige ação rápida. Os governos são burocráticos. A crise é grave porque ameaça a vida das pessoas e bate na reputação, no futuro da administração”, finalizou.

Rádio
O período da tarde começou com orientações sobre como implementar o rádio como um ferramenta de comunicação para o Município. O radialista da CNM, Isaías Oliveira, fez uma apresentação destacando a parte histórica do veículo, lembrando que no próximo dia 7 de setembro será comemorado 100 anos da primeira transmissão. E também lembrou a importância desse meio de comunicação.

“Ainda hoje, o rádio se faz presente em locais mais distantes e sem outros tipos de tecnologia. Hoje para se fazer rádio é bem mais prático, por não ser necessário grandes equipamentos. Temos convergência tecnológica e a tendência é que o rádio fique cada vez mais acessível e na palma da mão. Tanto na transmissão como no acesso ao rádio”, comentou Oliveira.

Redes Sociais
O momento é todo das redes sociais, pois os meios foram se convergindo para a internet e hoje a comunicação eficaz com a população ocorre também por meio delas. Nesse sentido, o gerente de canais digitais da CNM, Marco Melo, ressaltou pontos a serem trabalhados na gestão local. “Hoje o dispositivo não sai das mãos das pessoas. O celular faz parte da vida das pessoas. E ele está conectado às novas mídias, novas tecnologias”, pontuou.

O olhar atento para as redes da prefeitura foi abordado pela jornalista e especialista em Inovação em Mídias Interativas, Jéssica Macedo. “Hoje, o que é tendência em termos de comunicação pública: temos que comunicar o que o setor público pode oferecer para as pessoas nos canais que elas estão e não as visitas que determinado gestor fez a um gabinete, por exemplo. O que tende a funcionar são vídeos curtos, com informações e toques de humor”, apontou.

A jornalista complementou sobre o tom que deve ser usado. “O órgão público conversa com pessoas comuns que se comunicam de forma leve. É óbvio que não se pode fugir daquilo que a instituição pede, mas é preciso usar a linguagem mais simples. O nosso papel como gestor de mídia digital é fazer com que as pessoas entendam aquele determinado assunto que estamos tratando”.

“Prefs”
Colocando em prática o que foi apresentado por Jéssica Macedo, o responsável pelo desenvolvimento do perfil da prefeitura de Curitiba, chamada de “Prefs”, o publicitário Marcos Giovanella, fez um panorama histórico sobre as dificuldades para que este pudesse se tornar um caso de sucesso. “A Prefs deu certo por conta de ser uma proposta que trouxesse humor, cultura pop, coisas que ajudassem a aproximar as pessoas. A prefeitura ganhou vida e foi tratada como se fosse uma pessoa. Abrimos os canais de comunicação para que todos pudessem participar, aproximando o cidadão da prefeitura”, destacou.

Giovanella lembrou o que fez a diferença no trabalho. “Nós amávamos falar sobre as coisas pequenas da cidade, como clima, trabalhávamos os personagens da cidade que chamavam atenção das pessoas, nomes das ruas também. Enfim, tudo o que faz parte da nossa cultura local. Nisso, a imprensa começou a ver o nosso trabalho e a Prefs foi ficando conhecida”, completou o publicitário.

Boa prática
A boa prática do Município de Naviraí (MS) foi apresentada pelo assessor de comunicação Júnior Lopes, que trouxe que, para toda ação de integração com a população desenvolvida na localidade, o Município segue um cronograma. “Antes do dia D, há a ação de preparar o bairro. Aquele morador que via a administração com dificuldade, obstáculo, no dia D a administração vai até a população e ouve as demandas. No instagram fazemos vídeos curtos, reels. E aí o morador vê seu bairro, que era mais esquecido, ser contemplado. Ele vê o resultado nas redes sociais”, lembrou.

Mas não somente a população é contemplada com a ação. “O servidor se sente motivado porque vê seu trabalho sendo mostrado e o morador se sente duplamente compensando porque vê seu bairro com as ruas limpas e também a gente colhe depoimento para que eles possam estar dizendo o que acharam. Se acharem que não foi bom, vai para o ar. Se acharem que foi bom, vai para o ar também. Nós que estamos aqui e que sabemos a realidade da nossa cidade”, reforçou.

Ao final, a gerente de comunicação da CNM, Viviane Cruz, ainda falou sobre monitoramento e mensuração de resultados em comunicação na prática. Os participantes também responderam os questionamentos dos participantes desta edição.

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Da Agência CNM de Notícias


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