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25/06/2019

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Grupo de trabalho sobre primeira infância debate atuação em primeiro encontro na CNM

Divulgação CNMPara apoiar a temática da primeira infância e educação infantil, seis organizações unirão esforços em um grupo de trabalho. A proposta é atuar em três frentes e dividir a coordenação de ações. Os membros participaram da primeira reunião na tarde desta terça-feira, 25 de junho, na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Além da entidade municipalista, representantes do Todos pela Educação, do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, do Tribunal de Contas da União e da Subomissão da Educação Infantil e Primeira Infância da Câmara dos Deputados compõem o grupo. O primeiro encontro focou na validação das ações e dos responsáveis por cada uma delas.

Supervisor do núcleo de Desenvolvimento Social, Denilson Magalhães, destacou que o objetivo do trabalho é qualificar gestores para melhorar os serviços públicos. “A gente precisa mudar a cultura dos nossos gestores e da nossa população, que precisa entender que o sistema de serviços públicos pertence a ela”, acrescentou.

O grupo de trabalho atuará em três frentes: aprimoramento da estimativa de demanda por acesso à creche, orientações para os Municípios para atendimento a primeira infância e educação infantil e incidência para parâmetros nacionais de atendimento. No primeiro, a proposta é trabalhar em uma pesquisa de nível nacional para mapear a necessidade efetiva de vagas em creches. “Para termos, assim, um estudo que qualifique e mostre que os Municípios têm necessidades diferentes. Essa é a primeira ideia de um produto em comum”, explicou a coordenadora de projetos da Todos pela Educação, Thaiane Pereira.

Demanda por creches
Divulgação CNMPrefeito de Carnaúba dos Dantas, no Rio Grande do Norte, Gilson Dantas, participou da reunião como convidado. Ele compartilhou a realidade municipal em que condições socioeconômicas afetam a demanda nas creches. “Temos situações em que a criança vai [para a creche] pela necessidade de comer, não porque a mãe vai trabalhar. É uma realidade da nossa região”, exemplificou. Ainda nesse contexto, a consultora da CNM na área de educação, Mariza Abreu, destacou que é preciso aprofundar o debate: “Precisamos discutir quando a creche é a melhor maneira de atender a criança, quando se tem outras alternativas que podem ser melhores”.

A proposta da iniciativa é trabalhar com um grupo gestor, com o papel de acompanhar e validar as atividades, e outros grupos de trabalhos temáticos — onde serão executados os planos de trabalho das ações definidas. Também participaram da reunião o diretor de Estratégia Política do Todos Pela Educação, João Marcelo Borges, e outros membros da entidade; a gerente executiva do Ceipe/FGV, Raquel Oliveira; a secretária de Controle Externo da Educação do TCU, Vanessa Lopes; a gerente de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Marina Fragata; o assessor parlamentar Rodrigo Pinheiro; e as técnicas de Educação da CNM, Vivian Santos e Mônica Cardoso.

Mais cedo, em almoço dos participantes também na sede da CNM, a relatora na  Subcomissão Permanente de Educação Infantil e Primeira Infância da Câmara dos Deputados, deputada Paula Belmonte (Cidadania/DF), falou sobre a importância do debate. “Estamos à disposição para auxiliar os Municípios e os Estados e para fazer da política da primeira infância uma política nacional. Para que a gente possa chegar lá no Município e fazer a diferença”, resumiu.

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Por: Amanda Martimon
Da Agência CNM de Notícias


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