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17/04/2020

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IBGE divulga pesquisa sobre deslocamento da população em busca de serviços de saúde

hosptial ebcO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados preliminares sobre o deslocamento da população para cidades em busca de serviços de saúde. O levantamento serve para subsidiar as ações emergenciais de enfrentamento da Covid-19. Esses dados fazem parte da pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic) 2018 e poderão apoiar a elaboração de políticas públicas de saúde e planos de logística para o atendimento nas cidades brasileiras no combate à Covid-19. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça os detalhes do estudo.

A pesquisa mostra os deslocamentos de pessoas partindo de seus Municípios com destino a outros em busca de acesso a serviços de saúde de baixa, média e alta complexidade. O resultado apresentou uma média de deslocamentos para serviços de saúde de baixa e média complexidade de 72 km para o país. Manaus (AM) atrai deslocamentos mais distantes (em média, 418 km), enquanto Goiânia (GO) atrai o maior número de cidades, 115 no total. Apenas Santa Catarina exibiu fluxos com média inferiores a 40 km, sendo os menores do país, com ligeiro destaque para Chapecó (SC).

Média regional
A busca por tratamento de alta complexidade teve como média o deslocamento de 155 km para o país, com profundas diferenças regionais quanto à concentração em centralidades especializadas. Enquanto a média dos deslocamentos das regiões Sudeste e Sul ficaram em torno de 100 km, nas quais os fluxos visivelmente se distribuem entre as capitais e centralidades de menor porte presentes no interior, no Nordeste a atração das capitais se sobrepõe e vai além das centralidades presentes no interior.

As regiões Norte, com 276 km; e Centro-Oeste, com 256 km; foram destacadas no levantamento. Nesse aspecto, Roraima e Amazonas apresentaram as maiores médias para tratamento de saúde de alta complexidade (471 e 462 km, respectivamente), seguidas pelo Mato Grosso com 370 km. A menor média ocorreu no Estado do Rio de Janeiro, com 67 km, onde a capital divide atratividade na temática com os arranjos populacionais de Campos de Goytacazes (RJ) e Volta Redonda (RJ) e com o Município de Itaperuna (RJ), além de cidades mineiras próximas.

Outro recorte
Apesar da concentração nas capitais, é possível observar centralidades que ultrapassam os limites estaduais. A referência principal é a influência de Barretos (SP) no tratamento de câncer. São 122 cidades que têm Barretos como destino localizadas em oito estados diferentes (incluindo cidades em Rondônia, Pará e todos os estados da Região Centro-Oeste).

Se uma cidade tem um hospital regional, isso significa que ele não atende somente pacientes do Município onde está localizado, mas também das cidades vizinhas. Os dados dessa pesquisa ajudam a dimensionar o impacto disso na saúde. É possível identificar, por exemplo, cidades onde podem ocorrer superlotação das unidades de saúde. Os órgãos poderão correlacionar com a quantidade de respiradores e verificar pontos no território menos assistidos, julgando necessária a instalação de pontos de atendimento. Além da pesquisa sobre o deslocamento, o IBGE planeja liberar também dados sobre os locais de compra da população para contribuir com as ações de abastecimento durante este período de contenção da disseminação do novo coronavírus. Acesse aqui a pesquisa. 

Foto: EBC

Da Agência CNM de Notícias, com informações do IBGE

 


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