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22/11/2021

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Iniciada campanha de 21 dias de ativismo de combate à violência contra as mulheres

Teve inicio no último sábado, 20 de novembro, a campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. A campanha é uma ação global intitulada “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”. No Brasil a campanha tem início dias antes, o que faz com que tenha duração de 21 dias, seu início se dá no Dia da Consciência Negra, considerando a dupla vulnerabilidade das mulheres pretas, e finalizando no dia 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Conhecido inicialmente como 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a iniciativa foi criada em 1991, por 23 feministas de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), localizado nos EUA. Trata-se de uma mobilização educativa e de massa, que luta pela erradicação desse tipo de violência e pela garantia dos Direitos Humanos das mulheres.

A campanha começa no dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, assassinadas em 1960 por seu ativismo em oposição ao governo do ditador Rafael Trujillo, que presidiu a República Dominicana de 1930 a 1961, quando foi deposto.

Violência contra as mulheres nos Municípios
Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) neste ano, registrou que em 483 cidades houve aumento de casos de violência contra a mulher durante o auge da pandemia da Covid-19. O número equivale a 20% dos 2.383 Municípios ouvidos pela edição 21 da pesquisa da entidade sobre a pandemia.

Em 269 (11,3%) Municípios, houve elevação nas ocorrências de violência contra criança e adolescente, em 173 (7,3%) foram registrados mais episódios de agressão contra idosos, e em 71 (3%) contra pessoas com deficiência. Em outras 1.684 cidades (70,7%), as prefeituras não receberam mais denúncias de violência contra esses segmentos.

Somados, os percentuais de cidades onde houve acréscimo de casos de agressão contra diferentes segmentos chegam a 41,9% dos municípios ouvidos no estudo.

Violência política de gênero
Entre as tipificações de violência que podem ser cometidas contra mulheres, existe também a violência política de gênero, que é caracterizada como todo e qualquer ato com o objetivo de excluir a mulher do espaço político, impedir ou restringir seu acesso ou induzi-la a tomar decisões contrárias à sua vontade. As mulheres podem sofrer violência quando concorrem, já eleitas e durante o mandato.

De acordo com pesquisa do Instituto Alziras, 53% das prefeitas eleitas para o período de 2016 a 2020, sofreram assédio ou violência política pelo simples fato de serem mulheres; 30% referem assédio ou violência simbólica; 23% relatam desmerecimento de seu trabalho ou de suas falas.

Da Agência CNM de Notícias


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