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09/05/2019

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Interiorização + Humana: acolher e recepcionar os venezuelanos em todos os Municípios brasileiros

Romério Cunha/ Casa CivilDesemprego, desabastecimento de alimentos, medo de violência generalizada, serviços essenciais precários ou inexistentes em um país em conflito interno. É temendo essa realidade que milhões de venezuelanos deixaram suas casas nos últimos anos. Diante disso, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e demais parceiros da campanha Interiorização + Humana só enxergam uma saída: acolhimento humanitário aos vizinhos latino-americanos.

É com essa visão que o processo de interiorização se articula. Se em um primeiro momento o deslocamento foi forçado e levou os venezuelanos às fronteiras dos países limítrofes, agora, a ideia é que o movimento seja espontâneo. Assim, no Brasil, o conceito de interiorização é o deslocamento voluntário dos venezuelanos abrigados em fronteira brasileira para outras regiões do país.

Por ora, os Municípios do Rio Grande do Sul, como Canoas, Esteio e Cachoeirinha, são os que mais receberam migrantes venezuelanos — representando 18% de 5.872 beneficiários da estratégia de interiorização. Em seguida, estão cidades de São Paulo (15,5%), Paraná (10,4%), Santa Catarina (9,9%), Amazonas (8,6%), Mato Grosso do Sul (5,9%), Pernambuco (5,5%), Distrito Federal (5,1%), Rio de Janeiro (5%), Paraíba (4,4%), Mato Grosso (3,6%), Rondônia (2,2%), Rio Grande do Norte (1,9%), Minas Gerais (1,4%), Bahia (1,3%), Sergipe (0,6%), Goiás (0,5%) e Tocantins (0,1%). Os dados são da Organização Internacional para as Migrações (OMI).

Dando o exemplo aos Municípios, a Confederação emprega duas venezuelanas refugiadas em Brasília. Técnica no Núcleo de Desenvolvimento Social, Yully Terán, pede a adesão dos gestores municipais de todo o Brasil à campanha. “Recebam um grupo de venezuelanos, deem uma oportunidade de emprego para que eles possam reconstruir sua vida”, incentiva.

Interiorização + HumanaRomério Cunha/ Casa Civil

O objetivo da campanha é oferecer melhores oportunidades de inserção socioeconômica. Articulada pelo governo federal em parceria com a CNM e organismos internacionais das Nações Unidas, a estratégia de interiorização visa a acolhida mais humanizada das famílias venezuelanas, com atenção especial às crianças, aos adolescentes e aos idosos, que necessitam de oportunidades para sair da situação de extrema vulnerabilidade.

“A crise política e econômica da Venezuela é a mais grave da história recente das Américas. É um movimento de mais de três milhões de pessoas, equivalente a 10% da população, que afeta direta ou indiretamente o território brasileiro”, analisa Thaís Mendes, técnica do Internacional da CNM. A proposta da Interiorização + Humana é possibilitar trabalho e acesso a direitos humanos básicos. Uma vez que a saída forçada da Venezuela os tirou muito ou tudo que tinham, o que esses migrantes desejam é proteção, inserção no mercado de trabalho e integração social.

Incentivos federais
Mais de 90 Municípios brasileiros em 18 Estados brasileiros já abriram as portas para venezuelanos refugiados. Para apoiar os gestores municipais no acolhimento, o governo federal oferece um pacote de benefícios — que engloba políticas, estratégias, programas sociais e projetos estruturantes.

O Município interessado deve buscar mais informações sobre o processo de adesão e os incentivos federais para assim adotar as medidas necessárias e assinar o termo de voluntariado. A adesão pode ser solicitada por meio de formulário no portal da CNM.

Nesta e na próxima semana, a Confederação divulga no site e nas redes sociais materiais de sensibilização aos gestores locais e a população para a situação dos venezuelanos e de Roraima. Além de esclarecimentos e orientações sobre a adesão à interiorização.

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Por Amanda Martimon

Fotos: Casa Civil/Presidência da República

Da Agência CNM de Notícias

 


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