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08/04/2019

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Lançado no início da tarde, Museu Municipalista destaca 90 Anos de Mulheres na Liderança Municipal

Ag. LAR/CNM Ele surgiu de forma inovadora e, com menos de dois anos de atuação, contabiliza avanços históricos. O Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) ganhou o coração do municipalismo nacional e um espaço especial nesta edição do maior evento de representantes locais da América Latina. Com o tema 90 Anos de Mulheres na Liderança Municipal, o Museu Municipalista foi lançado no início da tarde desta segunda-feira, 8 de abril, sob o comando do MMM.

O stand foi inspirado na história da primeira prefeita e dos avanços da participação feminina em cargos públicos, registrados no estudo Perfil das Prefeitas no Brasil. No dia 1º de janeiro, fez 90 anos que a primeira mulher assumiu como chefe do Executivo municipal, e marcos deste período podem ser conhecidos pelo participante da XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, de forma interativa.

Emoção e homenagens marcaram a cerimônia de lançamento do museu deste ano, que contou com a presença de mulheres inspiradoras, do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, e de integrantes da diretoria da entidade. “Uma homenagem a todas as mulheres que ao longo desses 90 anos ajudaram a construir a história do nosso Brasil, a história dos Municípios e do movimento municipalista brasileiro”, destacou Aroldi.

Presença
Acompanhado da primeira-dama, Leila Aroldi, o presidente da CNM afirmou que a participação da mulher é decisiva na política e na sociedade como um todo. Ele mencionou ainda a importância da presença feminina para as conquistas municipalistas, principalmente no Congresso Nacional, e mencionou pautas atuais, como o combate à violência de gênero. No mesmo entendimento, a fundadora do MMM, Tânia Ziulkoski, falou da luta para acabar com o problema, que “é inadmissível em pleno século XXI”.

“Nós somos um grupo de mulheres, formado por prefeitas, que luta no seu dia a dia, no seu Município, por melhorias para sua comunidade”, enfatizou Tânia. “Parabéns às prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras e a todas as mulheres, que, de uma forma ou de outra, em qualquer função, trabalha por mais espaço. Está faltando mulheres na política, mas nós vamos chegar lá, se Deus quiser”, ponderou a fundadora do MMM, Dalva Christofoletti. Ag. LAR/CNM

Homenagem
A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) marcou presença no lançamento do museu. Ela e as fundadoras do MMM foram homenageadas com placa de reconhecimento pela atuação direta ou indireta no municipalismo. A parlamentar foi a primeira prefeita de São Paulo (SP), maior metrópole da América Latina, e estendeu o reconhecimento feito a ela “a todas as mulheres que tiveram coragem e determinação de romper com os bloqueios, os obstáculos e a exclusão ao longo da história”.

“O poder local, o poder municipal, onde vive os cidadãos e as cidadãs, onde o poder popular se exercita, é que se dá, de fato, concretamente, a democracia e a cidadania política”, salientou a parlamentar. Ela completou: “se os representantes do povo, nos Municípios, exercita plenamente seu poder político, as coisas começam a acontecer no país. Vocês são o poder real”.

História
Lages (RN) foi a primeira localidade a ter a honra de ter uma mulher no cargo de prefeito do Brasil e da América Latina. Isso em 1928, com a eleição de Alzira Soriano, e um processo histórico com direito a voto da população feminina garantido no Rio Grande do Norte. “O direito de todas as mulheres brasileiras votarem foi conquistado apenas em 1932 e sacramentado na Constituição de 1934”, mostra o museu.

Outro momento marcante da história foi a criação do 1º partido feminista, em 1910, no Rio de Janeiro, chamado Partido Republicano Feminino (PRF) e idealizado pela educadora Leolinda Daltro. Passados todos esses anos, a inclusão da mulher na política ainda é um grande desafio, mas Boa Vista (RR) registra a marca de Município que mais foi gerido por mulher ao longo dos anos. A prefeita deste mandato é famosa e influente nas redes sociais, Maria Teresa Saenz Surita, e está no seu quinto mandato. Ag. LAR/CNM

Representações
Diante desse contexto, o museu municipalista faz uma homenagem às mulheres que tiveram protagonismo junto à gestão municipal. Mais do que isso, o espaço também dá visibilidade àquelas mulheres que começaram na gestão municipal e hoje estão em diversos outros cargos de representatividade, como deputadas e senadoras.  

O ex-presidente da CNM Paulo Ziulkoski, a prefeita de Monteiro Lobato, Daniela de Cassia, o primeiro secretário, Hudson Brito, e o primeiro tesoureiro, Jair Souto, também participaram da cerimônia de lançamento do museu, que foi projetado pela arquiteta Karolina Ziulkoski e desenvolvido com a contribuição da equipe CNM.

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Por Raquel Montalvão
Foto: Ag. LAR/CNM
Da  Agência CNM de Notícias


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