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20/05/2019

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Mapeamento da CNM mostra redução no nível de investimento e ganha destaque na GloboNews

GloboNewsO nível de investimento dos Municípios reduziu pela metade, após crise econômica, conforme mostra estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) que ganhou amplo destaque no noticiário da GloboNews nesta segunda-feira, 20 de maio. O mapeamento da entidade considera os valores de arrecadação e de investimentos, entre 2007 e 2018, e sinaliza o impacto negativo nos investimentos nas grandes localidades. O consultor de Estudos da CNM Eduardo Stranz participou do programa Em Ponto da emissora, e explicou os números identificados.

Segundo os apresentadores do programa, diversos casos de obras paradas, de incidentes e de falta de manutenção estão totalmente vinculados a essa redução de recursos aplicados. Pelos dados da CNM, ao longo dos últimos 12 anos, o porcentual de investimento saiu do patamar de 10,37%; chegou a 5%, em 2017; e fechou em 6,68% no ano passado. A reportagem focou os resultados de São Paulo (SP), em que a maior cidade do país registou impacto considerável na comparação de 2014 com 2018, os valores diminuíram de R$ 4,2 bilhões para R$ 2,3 bilhões, respectivamente.

Outro destaque feito pela reportagem foram os valores aplicados pela prefeitura do Rio de Janeiro, que reduziram de R$ 5,1 bilhões, em 2015; para R$ 732,5 milhões, em 2018. Tanto os resultados quanto a entrevista de Stranz foram veiculados, novamente, no Jornal das 10h. “Nós temos, a partir da Constituição de 1988, uma municipalização de todos os serviços públicos. Hoje em dia, quem presta serviço ao cidadão é o Município. O Estado e a União se ausentaram da prestação de serviços e, com isso, foi se repassando aos Municípios a contratação de pessoal”, relatou o consultor da CNM.

20052019 Stranz GloboNewsStranz afirmou que o maior gargalo dos Entes municipais, atualmente, é a folha de pagamento. “Os prefeitos mal conseguem pagar suas folhas. Isso porque as escolas são gerenciadas pelos Municípios, os postos de saúde, toda a questão do meio ambiente e da assistência social. Então não há mais recursos suficientes para fazer os investimentos”, esclareceu.

Stranz também falou sobre as dificuldades relativas à gestão: “o que o gestor faz é simplesmente tomar decisões, o dia inteiro, e cada sim ou não tem consequência. Está faltando recursos financeiros, mas, sobretudo, uma organização do Estado brasileiro”. Ele alerta que enquanto a República repassar responsabilidades para a ponta, para o poder local, sem os recursos suficientes, a situação será caótica.

Em sua participação ao vivo, o representante da CNM também respondeu pergunta sobre a nova previdência. Ele mencionou atuação da entidade para que algumas emendas sejam incluídas no texto do governo, em tramitação na comissão especial da Câmara dos Deputados. “Sobre a questão da manutenção de Estado e Municípios na reforma, a decisão da diretoria da Confederação foi trabalhar pela manutenção, porque existem 2.108 Municípios no Brasil com Regimes Próprios de Previdência e esses regimes serão extremamente beneficiados com essa proposta que está no Congresso”, explicou.

Assista matéria na integra.

Da Agência CNM de Notícias


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