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28/03/2018

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Mesmo com aumento de médicos, má distribuição regional permanece

Pref. Maceió (AL)O Brasil registrou aumento de médicos e alcançou o maior marco histórico. Até 2020, o país deve ultrapassar a marca de meio milhão de profissionais, conforme indica a pesquisa Demografia Médica no Brasil 2018. No entanto, a melhora dos números não garantiu melhor distribuição dos profissionais no País. Além de estarem concentrados em grandes centros e capitais brasileiras, estão mal distribuídos entre os setores públicos e privados de saúde.

De acordo com o coordenador da pesquisa e professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Mário Scheffer, mesmo com o maior número de profissionais, as desigualdades permanecem tanto geográfica quanto no interior do próprio sistema de saúde. “Faltam médicos nos pequenos Municípios, nas periferias das grandes cidades e em vários serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) – na atenção primária, em prontos-socorros e em ambulatórios de especialidades”.

Pelos dados, a região Sudeste tem a maior taxa, 2,81 médico por mil habitantes. Mas algumas capitais brasileiras – como Vitória, no Espírito Santo, por exemplo – existem 12 médicos por mil habitantes. No outro extremo, no interior das regiões Norte e Nordeste, há menos de um médico por mil habitantes. O Sudeste é a região com maior densidade médica, cerca de 2,81, contra 1,16 no Norte e 1,41 no Nordeste.

Perfil
Em relação ao perfil dos profissionais, entre recém-formados e médicos com menos de 35 anos, a maioria é do sexo feminino. Elas representam cerca de 57,4% no grupo até 29 anos e 53,7% na faixa entre 30 e 34 anos. Já entre os mais velhos, a participação dos homens continua sendo maior. Cerca de 54,8% entre 40 e 44 anos e 62,5% entre 60 e 64 anos. Segundo o estudo, homens ainda ganham mais e são maioria em 36 das 54 especialidades médicas.

Quatro especialidades concentram quase 40% dos especialistas. Clínica médica, 11% do total; Pediatria, 10,3%; Cirurgia Geral reúne 8,9% e Ginecologia e Obstetrícia, 8% dos titulados. A distribuição por gênero traz tendências mais femininas e mais masculinas para algumas especialidades: em Urologia, 97,8% são homens e em Dermatologia, 77, 1% são mulheres.

Especialidades
A presença feminina é maior nas especialidades de Pediatria, Medicina da Família e Comunidade, Ginecologia e Obstetrícia e Clínica Médica; e os homens são maioria nas especialidades cirúrgicas, na Urologia, Ortopedia e Traumatologia, entre outras.

Os dados fazem parte da quarta edição da pesquisa Demografia Médica no Brasil 2018, feita pela FMUSP com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Com informações da USP


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