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16/03/2020

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Municípios podem solicitar gratuitamente remédio utilizado no tratamento da toxoplasmose

Daniela Barcellos Palacio PiratiniOs Municípios podem obter remédios para o tratamento de toxoplasmose de maneira gratuita. É que o medicamento sulfadiazina, utilizado no tratamento, está sendo doado pelo Ministério da Saúde. Os lotes do medicamento disponibilizados têm validade entre os meses de junho e outubro deste ano e são de embalagens com 500 comprimidos por caixa.

A entrega dos medicamentos será feita diretamente aos Municípios. Para tanto, os gestores devem preencher o formulário FormSUS até o dia 30 de março, indicando o endereço para entrega.

O Ministério da Saúde centraliza a aquisição da sulfadiazina, sendo distribuída aos Estados e ao Distrito Federal desde 2018. Porém, a pasta notou que os pedidos tiveram uma queda considerável e que muitos Municípios estavam comprando o medicamento ao invés de solicitar ao Estado que fizesse o pedido para o Ministério.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que ao solicitar o medicamento em questão, o Município avalie as condições de distribuição com base na notificação, devido ao prazo curto de validade, evitando assim, armazenamento de lotes prestes a vencer. Além disso, a entidade reforça que é importante que seja discutido com o Estado a necessidade de reformulação da logística de aquisição, armazenamento e distribuição de todos os medicamentos, reduzindo assim, a duplicidade de recebimento ou aquisição por parte dos Municípios de insumos que são de responsabilidade do Ministério da Saúde.

O medicamento utilizado no tratamento da toxoplasmose compõe a Ralação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica (Rename), conforme publicação da Portaria 1.897/17.

Transmissão
O protozoário de nome Toxoplasma gondii é o responsável pela infecção da toxoplasmose, este protozoário é encontrado nas fezes de gatos e outros felinos. Contrai-se a toxoplasmose ao ingerir água ou qualquer alimento contaminado. Os casos agudos possuem baixa incidência e tem cura, mas o parasita continua no organismo da pessoa e pode se manifestar ou não em outros momentos, com diferentes tipos de sintomas.

Quanto à infecção crônica, a taxa de incidência é considera baixa até os cinco anos de idade, e começa a sofrer um incremento a partir dos 20 anos. Normalmente a pessoa infectada pela primeira vez não apresenta sintomas e, por isso, não precisa de tratamento específico.

A doença em outros estágios, no entanto, pode trazer complicações, como sequelas pela infecção congênita (gestantes para os filhos), toxoplasmose ocular e toxoplasmose cerebral em pessoas que têm o sistema imunológico debilitado, como transplantados, pacientes infectados com o HIV ou em tratamento oncológico.

Sintomas
Os sintomas da toxoplasmose são variáveis e associados ao estágio da infecção, (agudo ou crônico). Normalmente são leves, similares à gripe, dengue e podem incluir dores musculares e alterações nos gânglios linfáticos. As gestantes infectadas podem sofrer aborto ou a criança nascer com icterícia, macrocefalia, microcefalia e crises convulsivas. Aproximadamente 85% dos recém-nascidos notificados com toxoplasmose não apresentam sinais clínicos evidentes, mas podem apresentar alterações como restrição do crescimento intrauterino, prematuridade, anormalidades visuais e neurológicas.

Diagnóstico
É baseado, principalmente, em exames de sangue. Em alguns casos, pode ser necessário combinar outros tipos de exames laboratoriais para uma avaliação mais detalhada. Medidas preventivas podem ser adotadas segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

- Lavar bem as mãos após manipular carnes cruas e antes das refeições;
- Lavar bem as mãos e as unhas após manusear a terra, horta ou jardim;
- Lavar sempre as mãos após contato com gatos;
- Evitar comer alimentos crus e lavar bem as verduras e legumes;
- Manter o gato bem alimentado para que ele não precise caçar e nunca oferecer carne crua;
- O local onde o gato deixa seus dejetos dever ser trocado a cada três dias e colocada ao sol com frequência;
- Observar que os cães também podem transmitir toxoplasmose ao sujarem o pelo onde há fezes de gato;
- Controlar ratos e insetos, descartando corretamente o lixo doméstico e os dejetos das criações de animais.

Da Agência CNM de Notícias com informações do Ministério da Saúde

Foto: Daniela Barcellos/Palácio Piratini


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