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13/04/2020

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Opas confirma queda nos estoques de sangue em diversos países e, como a CNM, orienta governos

Venilton Kuchler Arquivo AENComo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do projeto Municípios doadores, vem alertando, os bancos de sangue estão tendo que lidar com a escassez dos estoques. A queda significativa nas doações voluntárias durante a pandemia do novo coronavírus preocupa, e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reconhece que a situação se repete em vários países das Américas.

Para se ter uma ideia da extensão do problema, último levantamento da entidade internacional, de 2017, mostra que 1.800 centros de doação em 37 países e territórios da região coletaram mais de 10,5 milhões de unidades de sangue. Na sexta-feira, 10 de março, a Opas emitiu nota e pediu aos hospitais e bancos de sangue que tomem medidas de precaução para minimizar qualquer risco e prevenir a infecção pela Covid-19. Entre as orientações, destacam-se o distanciamento físico e as práticas adequadas de biossegurança para proteger as equipes e os doadores.

O objetivo é garantir o atendimento aos pacientes que necessitam da transfusão, como os com câncer e leucemia e as mulheres que sofrem de hemorragia pós-parto, que chegam diariamente aos hospitais. Além disso, a organização destaca que os serviços de emergência exigem disponibilidade contínua de sangue para responder a casos de trauma decorrentes de acidentes de trânsito e outras lesões.

Nos centros de doação
Na nota, a diretora Carissa F. Etienne faz um apelo aos governos que continuem trabalhando para reduzir a transmissão da Covid-19, mas unam esforços com a população para que os doadores voluntários doem sangue, plaquetas e plasma com segurança. “Os serviços de saúde devem se coordenar aos doadores para marcar consultas para doação de sangue, dentro de uma unidade de saúde ou por meio de sistemas móveis de coleta e serviços de saúde”, sugeriu Etienne.

PRF divulgacaoHospitais e bancos de sangue podem tomar as seguintes medidas de prevenção: adotar sistemas remotos de agendamento; definir horários de doações; usar sistemas móveis de coleta; monitorar o suprimento de sangue de emergência e reagendar as cirurgias eletivas. Os países também devem garantir a disponibilidade de suprimentos críticos para a coleta de sangue, incluindo equipamentos de proteção individual para o pessoal de saúde. E os gestores podem reforçar a divulgação de quem pode doar sangue - principalmente com o novo cenário, de pandemia - e quais medidas devem ser tomadas para garantir uma doação segura.

A Opas pontua ainda que esclarecimento importante a se fazer é sobre o risco de transmissão do novo coronavírus por transfusão de sangue e componentes - provavelmente mínimo. “Os vírus respiratórios nunca foram relatados como transmitidos através do sangue ou de componentes sanguíneos e, até o momento, não há relatos de infecção por Covid-19 em receptores de sangue”.

Desafio
Para a consultora do projeto Municípios Doadores da CNM, Mariana Boff Barreto, outra ação que os Municípios podem encabeçar é a do "desafio entre amigos". A ideia é que um grupo inicie a ação, gravando um vídeo com depoimento objetivando estimular outro grupo a doar sangue. Assim, forma-se uma corrente de doações de sangue nas localidades. Algumas categorias já estão se mobilizando nesse sentido, como os bombeiros e policiais.

Mariana também reforça orientação da Opas de que haja organização e agendamento nos hemocentros e unidades de coleta, evitando aglomerações e possível exposição. Também é importante conhecer os requisitos básicos de doação, disponíveis no site do projeto Municípios Doadores.

Da Agência CNM de Notícias com informações da Opas

Fotos: Venilton Kuchler/Arquivo AEN; PRF/Divulgação

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