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17/09/2020

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Orientações para a retomada escolar integram plenária de Seminário promovido pela CNM

17092020 Semnario Helena03A segunda plenária do dia do Seminário Técnico Pandemia X Calendário Escolar, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta quinta-feira, 17 de setembro, trouxe orientações para reorganização do calendário escolar na educação básica. Na oportunidade, a conselheira do Conselho Nacional de Educação Maria Helena Guimarães de Castro reforçou as medidas que podem ser adotadas no retorno das aulas.

Ela reforçou que a autonomia para definir sobre o retorno é de Municípios e Estados. “Entendemos que as questões relacionadas devem ser tratadas pelas autoridades sanitárias. A definição do calendário compete às autoridades locais e estaduais. Entendemos que é importante haver uma coordenação federativa em relação às ações”, complementou.

Em seguida, apresentou um estudo feito que mostra que, em junho, 80% dos alunos das redes públicas do país tinham acesso à internet, sendo 46% acessando pelo celular, o que mostra que dois terços dos alunos não têm acesso ao computador e dependem de um celular, que geralmente é de uso comum da família, não tendo condições de acompanhar corretamente as atividades.

Os dados apresentados pela conselheira reforçam ainda que subiu de 60%, em julho, para 92%, números atuais, a quantidade de redes municipais que estavam oferecendo atividades remotas. Porém, Maria Helena ressalta que falta, por parte das instituições de ensino, o monitoramento e o acompanhamento dos alunos durante as atividades em casa. “As redes encaminham as atividades para as casas, mas não há um instrumento de acompanhamento para saber se estão acompanhando ou não, nem se as famílias estão podendo fazer a supervisão ou se os alunos estão tendo dificuldades”, lembrou.

Retomada das aulas
17092020 Semnario HelenaCom o cenário de pandemia, as escolas precisam garantir a retomada com alguns cuidados extras, como o distanciamento físico. Já quando se fala em currículo, segundo a conselheira, as escolas devem garantir uma flexibilização e rever o planejamento curricular de forma a fazer uma seleção de conteúdos. “É impossível fazer toda a oferta de conteúdos previstos de janeiro até agora”, completou.

Para tanto, caso decidam pela retomada escolar, as escolas municipais devem estar atentas a alguns fatores importantes, especialmente no planejamento de ações. “Façam uma avaliação diagnóstica para ver quais as lacunas para que os alunos possam fazer uma recuperação de aprendizagem”, disse.

Entre as ações sugeridas pela conselheira, está a de antecipar o calendário escolar de 2021 “Evitar a reprovação em 2020 e fazer um contínuo curricular para que o início de 2021 seja antecipado e que os estudantes tenham a oportunidade de começar já com recuperação de conteúdos que não foram assegurados e cumpridos em 2020”, reforça complementando que a continuidade das atividades não presenciais devem ser garantidas até o final do ano de 2021.

Por: Lívia Villela
Da Agência CNM de Notícias


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