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12/09/2019

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Prefeita de Lourdes (SP) recebe representantes da CNM e de 20 Municípios para união dos gestores

CNMPrefeita de um Município de apenas 2.200 habitantes, Gisele Tonchis conhece as dificuldades que um gestor público municipal enfrenta, principalmente nas pequenas cidades. Em seu primeiro mandato como chefe do Executivo e após duas legislaturas na Câmara de Vereadores, ela já aprendeu que, para contornar os obstáculos, é preciso apostar na troca de conhecimento e na união entre os atores políticos e técnicos que enfrentam a mesma situação.

“Eu vejo a dificuldade de prefeitos de Municípios pequenos terem algum tipo de informação. O quadro de funcionários é bem restrito e o pessoal não tem visão da importância que a CNM [Confederação Nacional de Municípios] e a equipe técnica têm para esclarecer dúvidas”, lamentou. Para reverter esse cenário, ela reuniu representantes da CNM e de 20 cidades da região nesta quinta-feira, 12 de setembro.

O consultor Juarez Henrichs e o colaborador da área do Institucional da CNM, Roberto Meneghini, atenderam convite da prefeita para participar de uma manhã de conversa com os gestores. Além de falar da atuação da Confederação, eles detalharam os pleitos prioritários do movimento municipalista que estão sendo articulados com o Executivo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário. Participaram do encontro – que foi acompanhado por dois veículos da imprensa local – prefeitos, vereadores, secretários e servidores da região.

CNMPleitos políticos
“Tem quem acredita que o prefeito vai para Brasília passear. Eu faço e falo muito da importância de os prefeitos irem brigar junto com a CNM, que está à frente das lutas e tem capacidade técnica. Não é só pedir emenda parlamentar e de ministério. Sem nós aí brigando, não conseguimos melhorar a situação do Município como um todo”, argumenta Gisele. Ela acredita que a reunião desta quinta serviu para esclarecer o papel de ator político do prefeito.

Sem contar a lista de projetos que aguardam aprovação de deputados e senadores, a qual Meneghini e Henrichs puderam detalhar. “Todas as pautas são muito interessantes. Temos conhecimento superficial, com eles foi possível debater bastante. Pré-sal [cessão onerosa], por exemplo, é preciso pressionar, mas tem que ter cuidado com a expectativa de quando virá o recurso. Tudo gerou muito questionamento”, avalia a prefeita.

Engajada na defesa do municipalismo, Gisele também participa do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM). Neste ano, ela esteve no primeiro encontro de lideranças femininas do interior de São Paulo, que reuniu gestoras de 52 Municípios. Além disso, como presidente do Comitê do Baixo Tietê, ela representa 40 localidades da região. A experiência fez com que ela valorizasse ainda mais os consórcios públicos.

O Município de Lourdes já é consorciado de um grupo de saúde, que consegue preços mais baixos para serviços e equipamentos. E, em breve, deve ingressar em outro, multifinalitário, motivado pela instalação da primeira indústria de tratamento profundo de resíduos sólidos do país. “Vamos juntar 20 Municípios para cuidar da usina. Precisamos muito da cooperação”, acredita Gisele.

Por Amanda Maia
Da Agência CNM de Notícias


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