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05/11/2019

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Preservação Ambiental é tratada em Congresso da Agropecuária

Marck Castro/Ag. CNMCom o tema sobre Preservação ambiental na produção agrícola, o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Joaquim Leite, apresentou as perspectivas da Pasta durante o Congresso Brasileiro dos Gestores da Agropecuária. O painel foi o terceiro da tarde desta terça-feira, 5 de novembro. 

 

O especialista iniciou sua apresentação explicando a questão dos pagamentos por serviços ambientais. “Eu queria trazer esse tema, porque eu acho que ele é super importante. Nenhum produtor rural no Brasil produz nada sem oferecer ou prestar os serviços ambientais para o mundo”, destacou. De acordo com o diretor do MMA,  o conceito de serviços ambientais são os benefícios relevantes para a sociedade gerados pelos ecossistemas, em termos de manutenção, preservação e melhorias. 

 

Leite exemplificou com alguns modelos de pagamentos ambientais que estão em andamento atualmente e falou ainda de propostas que hoje tramitam no Congresso Nacional sobre a temática. “São mais de 30 projetos que estão acontecendo e já remuneram quem melhora ou coopera com a preservação de nascentes, por exemplo”, contou. 

 

O diretor do MMA também abordou em sua fala sobre o Acordo do Clima e como o Ministério está trabalhando para preservar o meio ambiente para atender às condições do acordo. “A gente precisa cumprir uma série de requisitos para conseguir captar recursos internacionais para aprimorar nossa preservação”, contou. 

 

Ele mostrou ainda os programas que o governo federal deve lançar nos próximos meses no que diz respeito ao pagamento aos produtores que provarem a conservação do meio ambiente. Além disso, o diretor explicou como deverão funcionar esses programas, assim como a previsão de recursos que esses projetos devem gerar. “Se fala muito, ultimamente, de quanto as florestas nativas brasileiras são importantes para o mundo. E aqui temos um modelo de como o acordo do clima está conseguindo colocar dinheiro para remunerar quem tem floresta. Inovação seria conseguir mensurar todos os atributos que um hectare de terra de floresta nativa tropical brasileira contribui ao mundo, por exemplo”, defendeu o diretor. 

 

Um panorama dos números de preservação, no que se refere ao desmatamento, foi apresentado por Leite. Chamado de Capacitação de Recursos de REDD, o sistema é utilizado pelo Ministério para medir e mensurar essas informações. 

 

Para finalizar a apresentação, o diretor avaliou: “Nada no Brasil se produz sem prestar serviço ambiental. Então o que a gente devia fazer como produtor rural e prestador de serviço ambiental para o mundo é, além de vender um produto, lembrar que todo produto que sai da Amazônia tem 80% de área preservada e a gente tem que chegar ao ponto de conseguir receber por essa preservação”. 

 

Por Mabilia Souza 

Foto:Marck Castro/Ag. CNM
Da Agência CNM de Notícias

 


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