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18/07/2018

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Relatório Mundial sobre Drogas 2018: maconha foi a droga mais consumida em 2016

2411207 drogas ag. brasilA cannabis, popularmente conhecida como maconha, foi a droga mais consumida em 2016. Foram aproximadamente 192 milhões de pessoas que fizeram uso ao menos uma vez ao longo do último ano. O número global de usuários desta droga continua a aumentar e parece ter crescido cerca de 16% na última década até 2016. A conclusão é do Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado no mês passado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) explica que o relatório mundial sobre drogas é apresentando anualmente e representa uma visão global sobre a oferta e a demanda de drogas, bem como sobre seu impacto na saúde, permitindo que ações mundiais sejam direcionadas com respostas eficazes no intuito de promover a proteção da saúde e do bem-estar mundial.

Segundo o diretor-executivo do Unodc, Yury Fedotov "as descobertas do relatório deste ano mostram uma expansão dos mercados de drogas ilícitas, com a produção de cocaína e de ópio atingindo recordes altíssimos, o que apresenta vários desafios em diversas frentes". Ele destacou ainda que a instituição está comprometida em trabalhar com os países-membros com vistas a buscar soluções equilibradas e balanceadas para os desafios atuais de drogas, para avançar no atingimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Outras drogas

Já drogas como a heroína e a cocaína, coexistem de modo crescente com novas substâncias psicoativas (NSP) e medicamentos sob prescrição. Houve aumento no fluxo de preparações farmacêuticas de origens pouco claras destinadas ao uso não medicinal, juntamente com o poli uso de drogas e o poli tráfico de drogas "poly drugs", adicionando níveis sem precedentes de complexidade no tema das drogas.

O uso não medicinal de fármacos sob prescrição está se tornando uma grande ameaça para a saúde pública, com opioides sendo responsáveis pelos maiores danos, contabilizando 76% de mortes envolvendo distúrbios relacionados ao uso de drogas. Nesta linha, o fentanil e seus análogos (opiaceos utilizado como medicação para a dor e também para anestesia), ainda constituem um problema na América do Norte, enquanto o tramadol (uma droga utilizada para tratar dores moderadas e graves), tem se tornado uma preocupação crescente em partes da África e da Ásia. O acesso a estes psicoativos para usos medicinais é indispensável para o tratamento de dores crônicas, contudo, os traficantes os produzem ilicitamente, inserindo os produtos em mercados ilícitos, promovendo danos irreparáveis a saúde dos usuários.

Produção
Outro dado importante trazido pelo relatório noticia que a produção global de ópio aumentou 65% entre os anos de 216 e 2017, atingindo 10.500 toneladas. Esta é a estimativa mais alta já registrada pelo Unodc desde que começou a monitorar a produção de ópio global, no início do século 21.

O levantamento constatou ainda que o uso de drogas e os danos associados são os mais elevados entre os jovens em comparação aos mais velhos. A maioria das pesquisas sugere que a adolescência precoce (12-14 anos), a tardia (15-17 anos) é um período de risco crítico para o início do uso de substâncias e pode atingir o pico entre os jovens, com idade entre 18 e 25 anos. A cannabis é a droga de escolha para a maioria dos jovens, no entanto, o uso de ilícitos entre os jovens difere em duas tipologias: drogas recreativas usadas em clubes noturnos pela população de poder aquisitivo maior, e o uso de inalantes por crianças em situação de rua.

Para a população mais velha, com 40 anos ou mais, houve um aumento do ritmo de uso em comparação aos jovens. Embora os dados apresentados sejam limitados, o relatório afirmou que isso requer atenção.

Homens X Mulheres
Na divisão entre homens e mulheres, os homens continuam sendo as pessoas que mais fazem a utilização de drogas, contudo, as mulheres possuem padrões específicos de uso. A prevalência do uso não médico de opioides e tranquilizantes pelas mulheres permanece em um nível comparável, se não superior, ao dos homens. Embora as mulheres possam tipicamente começar a usar substâncias mais tarde que os homens, uma vez que iniciam o uso, tendem a aumentar a taxa de consumo de álcool, cannabis, cocaína e opioides mais rapidamente que os homens, bem como desenvolver rapidamente desordens decorrentes do uso de drogas.

Saiba mais acessando Relatório Mundial sobre Drogas 2018.

Com informações do Unodc


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