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13/09/2018

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Segundo Seminário de Comunidades Terapêuticas ocorreu em Brasília, com a CNM

Ag CNMO II Seminário de Comunidades Terapêuticas ocorreu nesta quarta-feira, 12 de setembro, em Brasília, e contou com a presença da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A instituição lançou o Observatório do Crack em 2011, de forma inovadora, e, deste então, tem acompanhado os debates sobre o tema, principalmente sobre as unidades de acolhimento voluntário para atendimento às pessoas com transtornos decorrentes de uso e abuso de substâncias psicoativas, chamadas de Comunidades Terapêuticas (CTs).

Além de acolher usuários de crack, as CTs também trabalham para promover a reinserção social de dependentes de álcool e outras drogas. O tratamento disponibilizado por elas deve buscar sempre a finalidade de conceder nova oportunidade as pessoas que se encontram na situação de vulnerabilidade. No entanto, o conceito usado pelo próprias instituições é muito mais amplo, pois existem categorias de profissionais contra a existência e prestação de serviço de tais instituições. Além disso, existem profissionais a favor da presença destas infraestruturas nos Municípios.

As divergências sobre o tema foram abordadas durante o seminário e diversos usuários de drogas, em acolhimento em CTs, foram ouvidos. De acordo com a consultora da CNM, Mariana Boff Barreto, que representou a Confederação no evento, as histórias de vida relatadas são semelhantes, e geralmente baseadas em abusos, abandonos e desestruturação familiar. No entanto, a característica mais marcante de todos os depoimentos foi a não vitimização do indivíduo. “Eles entendem que a responsabilidade do desenvolvimento doença da dependência química é deles, e somente eles podem buscar ajuda e tratamento”, contou Mariana.

Ag CNMRecuperação
A maioria dos gestores de CTs são ex-usuários ou usuários em recuperação, como eles preferem se intitular. Em suas falas, eles focaram a vivências e os desafios nas instituições. Também presente, a psicóloga e conselheira da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febract) destacou a importância desses profissionais para a construção e sobriedade do reinserido. O representante da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) mencionou a visão do Ministério da Justiça sobre o serviço prestado por estas organizações.

Para o Observatório do Crack, a discussão deve ser ampliada. Por ser um assunto tão delicado, e que envolve uma camada da população sensível e pouco amparada pela própria sociedade, quanto mais profuso o debate, melhor.

Foto: Ag. CNM
Da Agência CNM de Notícias 


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