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26/07/2019

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Sinal de alerta: número de pessoas obesas aumentou de 11,8% para 19,8% entre 2006 e 2018

Ministerio da saudeOs dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018, divulgados nesta quarta-feira, 24 de julho, acedem o sinal de alerta, principalmente para o poder público municipal. De 2006 a 2018, o número de pessoas obesas aumentou de 11,8% para 19,8%, maior índice registrado em todo o período.

De acordo com o levantamento, um a cada cinco brasileiros tem excesso de peso. Assim, 55,7% dos entrevistados está com o Índice de Massa Corporal acima do valor considerado normal pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2006, a proporção era de 42,6%, e o grupo populacional com predominância é o de pessoas mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos.

O crescimento da obesidade foi maior entre adultos nas faixas de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1%, ante 67,8% de aumento na população em geral. Entre os homens, o sobrepeso é mais comum, mas a obesidade é "ligeiramente maior" nas mulheres: em 2018, 20,7% delas tinham obesidade, contra 18,7% dos homens.

Atividade
O levantamento identificou aumento de pessoas que praticam pelo menos 150 minutos por semana de alguma atividade física no tempo livre, passando de 30,3% para 38,1% da população. A rotina de exercícios é mais comum entre homens do que mulheres, 45,4% e 31,8%, respectivamente. Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na última década, de 40,6%. A taxa global de inatividade física registrou redução de 13,8% em relação a 2009.

A OMS recomenda que a população consuma cinco porções diárias de frutas e hortaliças pelo menos cinco vezes por semana. Entre 2008 e 2018, o habito cresceu de 20% para 23,1% entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, 27,2% das mulheres mantêm o consumo recomendado, enquanto entre os homens a taxa é de 18,4%.

Conselho Federal de Nutricionistas DivulgacaoIniciativas
Para incentivar alimentação adequada, o governo federal tem adotado algumas estratégias como por exemplo divulgação de material à imprensa e acordo com representantes da indústria alimentícia para reduzir a quantidade de açúcar em produtos – a previsão é de menos 144 mil toneladas de açúcar até 2022 em produtos industrializados. Em 2017, o mistério divulgou a redução de 17,2 mil toneladas de sal dos alimentos, resultado de acordo com Associação Brasileira das Indústrias.

Promovida pelo MS, anualmente, a pesquisa contatou 52.395 pessoas maiores de 18 anos de idade, entre fevereiro e dezembro de 2018. A amostragem abrange as 26 capitais do país, mais o Distrito Federal. O critério utilizado para a avaliação do sobrepeso e obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC) – a partir dele, é possível identificar complicações metabólicas e riscos para a saúde.

Riscos
Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, complicações no fígado e articulações, insuficiência cardíaca, apneia do sono e vários tipos de câncer são doenças em que a obesidades aumenta o fator de risco. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) chama a atenção dos gestores para os dados e para a necessidade de políticas públicas de enfrentamento.

A CNM recomenda ações de incentivo à boa alimentação e à prática de atividade física – são essências para enfrentar essa realidade nacional. Ações coletivas voltadas à comunidade, como caminhadas em grupo; exercícios físicos praticados em centros ou academias públicas com orientação de profissional e palestras em escolas sobre o tema são medidas que contribuem para a redução do sedentarismo.

Diabetes
Só em relação a diabetes, o Ministério da Saúde (MS) identificou aumento de 40% no volume de pessoas com a doença, passando de 5,5% da população em 2006 para 7,7% em 2018. As mulheres têm um porcentual maior de diagnóstico: 8,1%. O índice dos homens é de 7,1%. O diagnóstico pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Atenção Primária.

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Da Agência CNM de Notícias, com informações da EBC e do G1

Fotos: Ministério da Saúde e Conselho Federal de Nutricionistas/Divulgação


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